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O ‘amor que eu tinha’ pelas mulheres era muito pouco



Não existe solução mágica para a solução do círculo vicioso onde “a mulher se veste indecente-o homem peca com o seu coração- …”. Com a natureza caída, ambos – homem e mulher – tem sua responsabilidade em voltar a ter, no seu grau, a visão puríssima de Deus, tanto para se vestir como para olhar com pureza. Muitas mulheres acham que por trás do “se vestir decentemente” tem um “machismo” escondido. Nada mais irreal! A primeira responsabilidade por se vestir bem, isto é, modestamente, se deve à realidade de sermos filhas de Deus! Existe realeza mais digna do que esta? E se na sociedade a nobreza obriga… imagine a nobreza divina! Neste círculo, como em todo “drama humano”, o problema é mais profundo: o problema é a necessária metanoia, a conversão, o voltar ao “princípio” onde Deus cria o homem e a mulher para que, com a reverência devida ao seus corpos, possam ver no outro o Templo de Deus. Sobre este tema, no nosso grupo virtual moda e modéstia, o Fábio Leite escreveu algo tão belo que, com a sua permissão, publico aqui no site. Nada melhor do que escutar da boca de um homem estas verdades!


Boa leitura!


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Por Fábio Leite


Eu concordo que a responsabilidade é do homem e da mulher. Por frio que pareça, a indecência de algumas mulheres nada mais é que uma resposta “de mercado” a uma demanda dos “interessados”, isto é, os homens. Eu conheci mais de uma garota que disse que não era bissexual mas que havia beijado outra garota (ou coisa pior) apenas para “agradar” o fetiche do namorado.


Os homens têm que parar de elogiar mini-saias, decotes, certas partes do corpo da mulher. Em suma, tem que parar de passar para as meninas em formação, de forma indireta, que o ápice de ser mulher é ser meramente “fêmea”. A mulher integral é antes de ser a ‘fêmea da espécie’, um ser humano, e, num contexto cristão, filha de Deus. Se é verdade que alguns homens se fazem “cafajestes” porque muitas mulheres gostam da idéia de que “domaram a fera”, também é verdade que muitas se fazem vulgares simplesmente porque muitos homens gostam de vulgaridade.


Eu dou um exemplo e confissão para outros homens que porventura estejam lendo isso. Como muitos homens, talvez quase a totalidade, durante muito tempo eu não via nada demais em ver pornografia de vez em quando. Quando você está entrando na adolescência, inclusive, as revistinhas proibidas – imagino que hoje os sites pornográficos cumpram esse papel – eram quase símbolos sagrados que os mais velhos portavam como sinal de sua “maturidade”. Parte de crescer era parar de ver sexo com o santo pudor que Deus nos inculca no nascimento e tratá-lo como apenas mais uma coisa da vida. Com o advento da Internet, a coisa se tornara bem mais acessível.


Mas aí você se converte e percebe que tem algo errado. É difícil. Tudo, absolutamente tudo na criação do homem no mundo diz que sexo é uma prerrogativa, um relaxante, uma afirmação, uma diversão. Por que dois adultos conscientes e em consenso não podem praticá-lo? Só uma maldade muito grande, um ódio muito grande à vida, ao prazer e a felicidade dos outros poderia fazer alguém sugerir que era errado fazer sexo só porque um sujeito de batina não fez um ritual exótico sobre o casal. E quanto à pornografia, qual seria a diferença disso para qualquer outro evento da vida exposto nas variadas mídias? Nós vemos violência, o ridículo, a guerra, a morte, mas sexo não pode?



Tudo isso, naturalmente é satânico e humano. O que Deus usou para me salvar foi o pensamento exatamente que o “amor pelas mulheres” que eu tinha era muito pouco. Quando você percebe a grande obra de Deus que é a mulher, a marca divina na feminilidade, o admirável ícone da fonte da vida que é a mulher, quando você a vê na condição de Filha de Deus, de ícone do templo de Deus, você começa a sentir repulsa por tudo que profane esse templo, por tudo que rebaixa a glória de Deus expressa na feminilidade.



A mulher é Bela. É a Beleza expressa em forma humana. Todas. Desde a menininha até a senhora. Tirando os doentes, ninguém deixa de ter um sentimento de reverência filial perante uma senhora ou de proteção paternal diante de uma menininha. E se podemos nos relacionar com essas mulheres de forma reverencial, por que não com as de nossa idade, por que não com as que foram abençoadas com uma beleza física mais notável? Ser bonita ou atraente é uma benção que Deus dá para algumas pessoas e que, em alguns poucos aspectos, suaviza a caminhada deles, mas não uma espécie de licença para serem vistos e tratados como objetos. O fato da garota no ônibus ser bonita não significa que ela goste de ser olhada como um pedaço de carne. Ali está uma filha de Deus, mesmo que ela não saiba ainda. Um ícone da Santíssima Trindade. Minha irmã.


Sim, está nas mãos das mulheres mudarem o modo como se expõe o mundo, mas está nas nossas também mudar a nossa forma de olhar para elas, pois o que desejamos nelas pode ser pedra de tropeço ou apoio para a salvação. Temos que fazer jejum do olhar, mudar nossa forma de vê-las, de amá-las e, sim, até mesmo a forma de desejá-las. Não temos que tratar mal uma mulher só porque ela usa uma roupa vulgar. Isso seria anti-cristão. Mas temos que deixar claro que isso não nos agrada, inclusive na condição de homem. Só que para isso, temos que trabalhar para que realmente não agrade. Não adianta falar e a linguagem corporal falar outra coisa. É muito difícil.



Toda a propaganda direcionada para os homens estimula o desejo pela “fêmea”. Filmes, imaginário. Mas é a “fêmea” que temos que deixar de lado e aprender a ver ali mulheres integrais, lindas na sua condição de filhas de Deus, seres humanos enquanto beleza, templos de Deus. O segredo não é como pensam alguns, “parar de gostar” dessas moças que se vulgarizam, mas aprender a amá-las tão intensamente, tão mais, buscando amá-las como Deus as ama.



E aí sim, quando estivermos com nossa esposa, a relação sexual que teremos com ela será verdadeiro ícone da união de Deus com a Igreja, um Cântico dos Cânticos. Pois erram os que pensam que a Igreja desconhece o “sexo sagrado”. O ponto é que o nosso sexo é realmente algo sagrado, santo, dedicado a Deus. “Sagrado” para nós não é mera desculpa para promiscuidade aceita nos parâmetros de uma sub-cultura. Mas é realmente participante na Santidade de Deus, servindo a Ele e não a nós mesmos. O prazer no sexo não é nem bom, nem mau. Só não é a coisa mais importante do ato. Deus é. O fim para o qual Deus criou o casamento é: a salvação do casal. Não são nem os filhos, porque alguns casais, infelizmente não podem tê-los. O casamento foi criado para a salvação do casal, para que um auxilie o outro a crescer e amadurecer em Cristo. A oposição a filhos quando estes são possíveis é que nos afasta de Deus porque é um afastamento da vida, mas não joguemos, como os judeus faziam, uma culpa fantasiosa e cruel sobre os casais que não podem ter filhos, como se o casamento deles não servisse a propósito nenhum. Mesmo o casamento com filhos, casto e fiel, se, por outras vias, afasta o casal da salvação, não serve ao seu propósito.


Para concluir, cabe ao homem mudar o seu olhar sobre a mulher. A relação desse olhar com o estímulo que a mulher provê para que esse olhar exista é um círculo vicioso no qual cada parte alimenta a outra. Mas alguém, e de preferência ambos, tem que parar. Para isso, temos que nos compreender como obras de Deus e que, na condição de homem e mulher, nossa união se dá no contexto santo do casamento, cujo fim é salvação do casal.


Em Cristo,


Fabio L. Leite


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