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Edna Alves

Testemunho de Edna Alves


Já dei o meu testemunho varias vezes e continuarei testemunhando as maravilhas que Deus operou em minha vida quantas vezes necessário for. Apesar de ter sido sempre falado, nunca escrito, tentarei resumir o Maximo que puder. Espero que possam usar. Perdoe-me pelos erros.


Sou divorciada (infelizmente) desde 1983. Eu estava afastada da Igreja já há muitos anos. Portanto, depois do meu divórcio, como qualquer moça solteira, continuei namorando, tendo relacionamento sexual, pois esse é o jeito “moderno” de namorar. Com um deles, moramos juntos por seis anos. Em 1992, tive uma “milagrosa conversão”, dessas que deixa tudo para seguir Jesus. Depois de participar em um Retiro, voltei para a Igreja Católica com força total. Um jovem Padre brasileiro que acabara de chegar naquela Comunidade, me ajudou bastante, me “recatequisando”, ensinava-me a trabalhar nas diversas Pastorais na Igreja. Deu-me vários livros pra eu ler. Eu os lia todos. Totalmente abrasada pelo fogo do Espírito Santo, aprendia bastante, participando com o Padre nas lideranças da Igreja, sendo seu braço-direito. Quando eu disse que “deixei tudo” para seguir Jesus, eu quis dizer, “quase tudo”. Jesus ainda não era o Senhor absoluto da minha vida. Mesmo conhecendo os Seus ensinamentos, continuava a viver segundo os “desejos da carne”. Achava muito difícil segui-Lo, pois ninguém o fazia (falo dos que estavam dentro da Igreja). Parecia que o Ensinamento de Jesus eram Discursos só para “aquele povo de 2000 mil anos atrás”, não para nós. Afinal de contas, agora os tempos eram outros, “tempos modernos”, sabíamos o que estávamos fazendo. Portanto, continuei vestindo segundo a última moda, namorando conforme os costumes, e não achava que estava “pecando”. Embora eu continuasse com o coração endurecido, resistindo a toda idéia de mudança de vida, bem no fundo de minha alma eu sabia que estava agindo errado, mas não tinha força, nem coragem, nem incentivo para mudar, uma vez que todos agiam assim. Graças a Deus que “a natureza humana não foi totalmente corrompida pelo pecado original: ela foi lesada em suas próprias forças naturais……inclinada ao pecado….. privada da santidade e da justiça originais” (CIC 405). Por isso, por muito tempo vivia dentro de mim uma luta interior, uma batalha espiritual, da qual fala S. Paulo na Carta aos Romanos Cap. 7. Lembro-me que quando tentei fazer alguma mudança, por exemplo: “Decidia que só iria ter namoro santo”, não tive êxito, porque eu não tinha firmeza, outros logo me faziam mudar de opinião, comentando: Você não vê que isto esta fora da realidade? Não existe rapaz que aceita namoro sem “sexo”, “Sem sexo, sem namoro”.


Em 2002, comemorava meus 49 anos no Brasil com uma “plástica escultural” (acho que é assim que se chama a lipoaspiração no corpo todo), pois queria chegar aos 50 em perfeita condição de continuar buscando, de namoro em namoro, o marido desejado. Participava da Legião de Maria uma mulher que já havia se consagrado a Deus, e que precisava de um lugar para morar. Ela veio morar comigo e ficou mais ou menos um ano. Ela levantava bem cedo para rezar. Rezava muito. Seu estilo de vida me causou grande impacto. Alguma coisa nela me atraia.


Sempre achei a moda americana, super “cafona”, as saias muito compridas, calças e blusas muito largas, mangas, golas, horrível. Mas eu admirava o seu modo de vestir. Gostava do seu vestuário, simples, discreto, impecável, e decente. Eu achava lindo!


Mas ela não achou lindo o meu modo de vestir, ao contrário, achou que eu me vestia indecente e impróprio para uma Católica.


Ela não tinha carro, eu a levava para os lugares, inclusive para a Igreja, para a Missa diária. Ela começou por “pegar no meu pé”, dizendo: “Não acredito que você vai pra Igreja vestida assim!” Eu respondi: “Mas, o que ha de errado com minha roupa? Este é o jeito que eu me visto. Este é o jeito que a mulher brasileira se veste”. Ela surpresa perguntou:”Você não tem uma roupa decente para ir a Igreja?” (Eu me vestia bem a moda brasileira: calças e blusas bem justas, decotadas, transparentes, mini-saias, etc.). Eu estava preocupada era em exibir o meu “novo visual”, atrair atenções, elogios. Não pensava que pecava terrivelmente e que levava outros a pecarem também. Ela me abriu os meus olhos. E com firmeza falou: “Você precisa parar de ofender a Deus”. Você não sabe que o nosso corpo é “Templo do Espírito Santo”? E você esta profanando este “Templo”. Comecei então a ficar imensamente envergonhada e incomodada com o meu jeito de vestir principalmente quando ia a Igreja. Mesmo na nossa Igreja (Comunidade Brasileira), onde todos se vestiam no mesmo estilo, não me sentia mais a vontade com aquelas roupas. E a minha nova amiga continuou com sua catequese, me ensinando como a mulher Católica deve se vestir pra agradar a Deus. Me mostrou vários textos bíblicos confirmando o que falava. Disse-me que olhasse pra Virgem Maria, que Ela é o modelo e a moda a seguir. E que no meu guarda-roupa, só deveria ter a roupa que a Virgem Maria aprovasse ou vestisse. Que “no principio”, existia a moda feminina (saias e vestidos) e moda masculina (calça-comprida). Em certo ponto da historia, a mulher quer em tudo se igualar ao homem. Que ela não era o “sexo fraco”. Ela podia tanto quanto o homem. Gerando muita confusão, ela passa a ser chamada de “mulher moderna”.


E a calça-comprida entra para o guarda-roupa feminino, embora com modelos específicos para mulher. Finalmente entra o “Jeans” para unificar a moda. Agora o homem e a mulher vestem tudo igual. Ninguém sabe mais quem é quem. A mulher emancipou-se. (ela fez uma profunda reflexão sobre este tema usando os Cap.2-3 do Livro de Genesis, é possível que ela conhecia o Teologia do Corpo)


Mais ela falava, mais eu me convencia que ela estava certa e que eu precisava mudar. Eu vivia numa Comunidade Brasileira, com mentalidade e atitudes completamente diferentes do pensamento da minha amiga, portanto, por mais que eu quisesse, não tinha coragem. Pensava: “E a operação plástica que cabei de fazer? Estou tão feliz com meu “novo corpo”. E meu guarda-roupa, feito sob-medida, que farei? Por outro lado, esta roupa que eu tanto amava, começava a me causar mal-estar. E aquela batalha espiritual dentro de mim durou mais ou menos seis meses, até eu decidir, finalmente, que eu iria mudar o meu modo de vestir. Não sabia onde começar. Precisava de ajuda para comprar o meu novo “guarda-roupa”. Pedi ajuda uma amiga (americana) que vestia com modéstia e decência. Ela me ajudou a comprar toda a roupa que eu precisava. Demorei mais ou menos três meses para ter coragem de vesti-las. Finalmente, para a Glória de Deus e para a minha salvação, no Domingo de Páscoa de 2005, substitui TODA a minha roupa antiga (inclusive roupa íntima) pelo meu NOVO guarda-roupa, totalmente FEMININO (Sem calça-comprida, sem Jeans, vestidos e saias do meio da canela pra baixo e sempre com anágua e combinação, sem transparência, sem decotes, sempre com mangas). Somente pela Graça de Deus consegui “remar contra a maré”. No inicio tive muita vergonha, pois sabia que minha mudança teria provocado muitos comentários, julgamentos, uma vez que eu não tinha comentado com ninguém o que estava se passando comigo. Entretanto eu sabia que tinha que enfrentar tudo. E Deus me dizia, “Não tenha medo, eu estou com você.”


Eu sentia o Amor de Deus me cobrindo. Me sentia especial de poder oferecer a Deus um sacrifício de Amor. Me sentia livre, porque agora me vestia para agradar a Deus e não aos homens. Meu corpo estava coberto. O “Templo de Deus” honrado e respeitado.


Nunca me arrependi, pelo contrario, passei a amar o meu “novo visual”, não me incomodar mais com os comentários. O melhor de tudo é que esta mudança levou a outras transformações necessárias. Partilharei em outra ocasião se houver oportunidade.


“Dou graças a Deus que me arrancou do poder das trevas e me transportou para o Reino do seu Filho amado, no qual temos a Redenção–a remissão dos pecados.” (Col.1,13-14) Aos irmãos, graça, paz e amor da parte de Deus, nosso Pai.


Um abraço,
E.

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