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“Sexo seguro” salva?

Julie Maria


Mentira e verdade. Branco e preto. Claro e escuro. Parece óbvia a diferença, o contraste, a oposição entre estas realidades, certo? Pois parece que para alguns isso não é tão óbvio, e na mistura de alguns princípios verdadeiros com outros tantos mentirosos, acabam enganando os inocentes ou ignorantes num tema pelo qual todo mundo se interessa, e cujas conseqüências podem ser gravíssimas: sexo.


Numa sociedade onde a novela – pasmem – é aquilo que gera padrões de comportamento, então estamos realmente precisando de uma revolução. Uma verdadeira revolução, isto é, aquela que faz o homem e a mulher ser melhor, realizando sua plenitude de amar e ser amado… Ou você conhece alguém que não queira “amar e ser amado”? E se existe, com certeza esta pessoa é louca.


Então, neste tema da sexualidade, que interessa a t-o-d-o-s, também existem “verdades e mentiras”, também existe tapeação e mediocridade. E, infelizmente, muita hipocrisia. Sabe aquela historia de “já que eu não consigo então digo que é impossível”? Isso acontece em todas as esferas da atividade humana, mas no campo da sexualidade, as conseqüências disso podem ser desastrosas. Imaginem que os mais famosos formadores de opinião (da massa), desinformam, criam falsos ‘dogmas’ – sem autoridade e sem integridade – mas para muitas pessoas, suas palavras são como o açúcar para o diabético, tentação e morte.


Uma mentira tão repetida que muitos chegam a acreditar como se fosse verdade, é sobre as razões da posição da Igreja sobre o uso dos métodos anticoncepcionais. Na tese que estou fazendo para mestrado trabalho este tema. Todo mundo no planeta sabe que a “Igreja é contra a camisinha”, mas será que 1% desta gente decidiu ir além deste título tão difundido e descobrir as razões mais profundas e belas, que nem a Globo nem os famosos – e falsos – formadores de opinião, são capazes de comentar, pois exige algo que nenhum dos dois demonstra ter: a busca sincera pela verdade do homem e da mulher? Não, não é romantismo barato. Quer a prova? Me diga sinceramente se “gravidez indesejada, DST, AIDS” não são tristes realidades que ninguém quer ver amigos passando? E me responda uma segunda pergunta: você realmente acredita que “sexo quando e com quem quiser usando a camisinha” é solução para estes problemas?


Existem documentos sérios – não estes slogans para se vender uma mentira – sobre a sexualidade e os dados científicos da camisinha (sim, ela n-ã-o é segura nem cientificamente e nem moralmente correta). Mas, alguém se interessa por eles? Sim, existe uma verdade científica e uma verdade moral sobre a camisinha, e por favor, leia até o fim, para pelo menos uma vez na sua vida você escutar a verdade sobre ela:


Verdade Científica: Nas décadas de 80 e 90, perguntas sobre a real proteção oferecida por preservativos suscitaram estudos de microscopia eletrônica a respeito do material do látex, fato relacionado com a constatação de que o vírus da AIDS é cerca de 25 vezes menor do que a cabeça do espermatozóide, 450 vezes menor do que o comprimento do espermatozóide e 60 vezes menor do que a bactéria do Syphilis: “Em 1992 o Dr. Ronald F. Carey, pesquisador da FDA, introduziu microesferas de poliestireno do diâmetro do HIV em preservativos que tinham superado positivamente o teste da FDA e os submeteu a variações de pressão similares às que se produzem numa relação sexual: um terço deles perdeu entre 0,4 e 1,6 nanolitros. Numa relação sexual de dois minutos, com um preservativo que perde um nanolitro por segundo, passariam 12.000 vírus de HIV.[1]


Porque então se esconde estes fatos tão aberrantes e ainda se promovem campanhas com tamanha mentira? Porque o que domina os meios de comunicação e a politicagem (não a autêntica política, que cuida do bem comum) são interesses egoístas, que com certeza não tem nenhum interesse em te salvar: nem salvar sua vida aqui, e muito menos na eternidade! A verdade é que a camisinha não salva sua vida e muito menos te protege. E tem mais: o ú-n-i-c-o país no mundo que tem campanha nacional a favor da abstinência e fidelidade (e não da camisinha) é o ú-n-i-c-o que está conseguindo reduzir a taxa de infectados pelo vírus da AIDS. “O predomínio do HIV continua a recuar em Uganda, onde, em Kampala, no ano 2002, caiu até 8%”. Veja informações no link.[2] E quando se fala em África se cita todos os exemplos, menos este. Será por que? Só não vê que não quer, ou melhor, quem não busca a verdade pra valer.


Verdade Moral: exige tempo e dedicação para conhecer as profundas razões morais que confirmam que a camisinha não está à altura da dignidade do homem e da mulher, e portanto não salva nem a integridade nem a plenitude de uma relação interpessoal. Então você pode estar me perguntando: “e agora, só me resta pegar um doença ou ficar grávida?” Eu te respondo: não, a única solução é viver o plano divino para o amor humano com todas as exigências necessárias, se é que você quer ser feliz. Se quiser aproveitar um super momento e num outro momento estar totalmente destruída emocionalmente (pois você não é copo descartável e tudo o que te fazem te deixa marcas, especialmente no campo do relacionamento e da sexualidade), a escolha é sua, mas saiba que é uma má escolha e que na hora em que você quiser deixar o lixo para participar do banquete, Deus e seu plano estão te esperando!


Para quem quer encontrar de fato o sentido da sexualidade humana e portanto o que a Igreja de fato ensina – e sair deste círculo onde se rebaixa o homem e mulher com tamanha naturalidade temos vários meios. Mas a pergunta é: você quer mesmo saber o que a Igreja pensa e porque ela pensa? Está disposto a se assombrar com coisas sempre novas e maravilhosas, diferentes e que você nunca, jamais, imaginou encontrar? Então comece pela Teologia do Corpo de João Paulo II e eu d-u-v-i-d-o que você consiga parar. Mas, não esqueça o requisito: a busca sincera da verdade do homem e da mulher, a busca sincera da razão de sua própria existência.





[1] http://www.vidahumana.org/vidafam/sida/datos_sida.html


[2] http://www.olavodecarvalho.org/semana/051017dc.htm

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