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Poder Masculino

Por Jener Paulo


Em todas as esferas da sociedade, a sede de poder tem levado a humanidade a cometer diversos equívocos e a se afastar dos mais sublimes ideais desenhados por Deus para o ser humano. No campo da sexualidade, o poder também foi, muitas vezes, utilizado de forma equivocada, deixando muitos traumas e gerações desorientadas e confusas. Enquanto às mulheres o mundo exige parecer sexy, provocativa e sensual para ter “sucesso” com os homens, a estes se exige mostrar sua masculinidade atuando como “machos”, isto é, mostrando para seus “amigos” que podem conquistar uma mulher a cada noitada e que, a qualquer sinal de um compromisso “mais sério”, eles podem sair fugindo, afinal “homem não quer saber de casamento”.




Mas será que esses pressupostos são verdadeiros? Será que eles correspondem ao ideal que cada um de nós leva no mais profundo do seu ser? A resposta, se formos sinceros, é “não”. Cada um de nós deseja amar e ser amado com toda a entrega e a responsabilidade que o amor humano exige, e cada um de nós sai profundamente ferido de uma relação quando ela frustra esse desejo que temos.




A psicologia masculina é diferente, e o mundo aproveita o poder de conquistar do homem – dado pelo Criador – para deformá-lo, tornando-o um “indomável”.  A nossa sociedade estimula isso de várias maneiras. Começando pelo pai, que muitas vezes tem “medo” de o filho ter atração por alguém do mesmo sexo, e inicia-o na pornografia e na prostituição, achando que irá “impedir que isso aconteça”. Outras vezes é a idéia, tão comum até poucos anos atrás, de que a mulher “deveria ser virgem” até o casamento, mas não o homem. Enquanto para ela era sinal de vergonha não ser mais virgem, para o homem era sinal de “auto-afirmação”. Quantas mentiras nos foram transmitidas ao longo da história. No mais profundo do coração do homem, como no da mulher, está tanto o desejo de encontrar “um grande amor” como a vontade de que a relação sexual seja um momento em que a doação não seja “por uma noite”, mas por toda a vida. O desejo de ser “único” para o outro está inscrito no nosso coração humano, pois quando amamos uma pessoa “não queremos que ninguém a toque”; e queremos ser inteiramente dela.




Esta totalidade só pode acontecer de forma plena em uma situação: no sacramento do Matrimônio. Por isso, quando uma sociedade está – em suas leis, costumes e mídia – contra o Matrimônio, isso significa que essa sociedade já perdeu o senso da realidade e está indo contra suas maiores riquezas: famílias sólidas e felizes.




Enquanto nos fizerem acreditar que sendo promíscuos seremos realmente “machos”, e que desejar a mulher que vemos na rua – até pecar em nosso coração – é sinônimo de “poder”, nós seremos incapazes de descobrir o verdadeiro poder, que realmente satisfaz e nos faz conquistar a mulher que Deus quer para nós: o poder de ter auto-domínio.




No campo da sexualidade o auto-domínio dos impulsos se chama “castidade”. Isso exige de nós uma luta contra nossas tendências de querer “ter” a mulher – quando ela não é nossa esposa – assim como os cuidados para enfrentar e ganhar essa batalha: a “guarda dos olhos” e “fuga de ocasiões de queda” (como revistas pornográficas, filmes indecentes, más companhias, etc).




Mas hoje essa luta está mais terrível do que nunca, pois o homem que deseja ser puro e viver o autodomínio nas ruas já encontra pornografia, sem precisar ir a um “lugar escondido”: nos outdoors, nas propagandas e nas ruas. E até a veste da mulher, que poderia nos elevar, está sendo utilizada para o contrário: para nossa perdição, para fazer-nos escravos, achando que estamos sendo “mui machos”.




O homem e a mulher precisam se ajudar mutuamente, para que possam aprendam a amar. Da nossa parte, para acolher o verdadeiro dom da masculnidade, precisamos urgentemente:


– Evitar olhar para as mulheres que estão vestidas indecentemente, para que então elas percebam que ser sexy não é ser bela.

– Sempre que puder, falar com as mulheres que conhecemos sobre a modéstia no vestir.

– Evitar conversas frívolas e baixas entre amigos: mostrar que temos postura de homem, não de bruto.

– Dar bom testemunho quando estivermos nos relacionando com alguém: fidelidade.

– Ajudar outros homens a não pecarem contra a castidade: não ter relações sexuais fora do matrimônio, não ver pornografia, não se masturbar, evitar pensamentos e palavras impuras.

– Rezar sempre a Nossa Senhora Imaculada para nos perseverar na santa pureza, e confessarmos sempre que percamos contra essa virtude. Que Ela esteja nos guiando nesta batalha e nos transformar, dia a dia, nos homens que Deus quer, homens à imagem do Seu Filho Jesus Cristo!

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