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Escolher anticonceptivos é escolher ‘não amar’!

Por Julie Maria


A maneira que nós entendemos e vivemos nossa sexualidade – o ser homem e o ser mulher – vai nortear toda nossa vida. Dentro do plano divino não existe nenhuma razão para que uma garota esteja utilizando anticonceptivos! Por quê? A resposta seria fácil se não estivéssemos bombardeados permanentemente com as falsas premissas da cultura da morte, na qual o uso da sexualidade se separada tanto do matrimônio como da vida por nascer. A resposta seria esta: a pessoa que usa anticonceptivo contradiz a realidade do amor, e nossa vocação mais profunda é justamente o amor! Muitas vezes elas são vítimas desta cultura da morte, mas são responsáveis se não fazem o que está ao seu alcance para sair dela. Podemos fugir das exigências do amor, mas saibamos que estaremos fugindo da nossa própria vocação e, portanto, da nossa felicidade.

Junto com o slogan de “sexo seguro” que se difunde pelo mundo, se difunde também uma imagem do homem e da mulher que nada tem a ver com a nobreza de filho e filha de Deus, criados a Sua imagem e semelhança. O slogan do “sexo seguro” tem como base uma liberdade falsa porque não reconhece que a sede que o ser humano tem em seu interior não se satisfaz – nem se satisfará nunca – com uma “relação sexual casual”, e sim unicamente com uma relação conjugal autêntica. Qual é a relação conjugal autêntica? Aquela que é fruto da doação total e definitiva do esposo e da esposa, e porque se amam não têm medo das exigências de fidelidade, exclusividade e da abertura à vida!

Basta olhar a sociedade para ver que as conseqüências de olhar ao sexo como se fosse um elemento banal de nossa existência gera uma ferida profunda num coração que foi feito para amar como Deus ama. Por isso, a relação conjugal, desenhada por Deus, tem uma lógica, a lógica do amor: foi feita para refletir o próprio Deus, que é uma comunhão perfeita de amor. Por isso mesmo não tem lógica ‘fazer sexo casual’ porque Deus não nos cria para a eternidade de maneira casual! Ele pensa em cada um desde a eternidade, Ele chama cada um por seu nome, Ele nos convida a estar com Ele… e Ele é o modelo de nossas relações com o outros: “Amai-vos com eu vos tenho amado”!(Jo 13, 34)

Dentro do plano divino, a relação conjugal, que faz dos esposos uma só carne, é a maneira na qual eles expressam e renovam a vivencia do amor total, tal como prometeram a Deus em suas bodas. Por isso a relação conjugal deve ser sempre fruto do amor, e não um objeto manipulável com o fim de satisfazer um prazer passageiro.

O amor conjugal é alto tão sublime que o Apóstolo diz que “os maridos devem amar suas esposas como Cristo amou a Igreja”. Temos em Cristo um modelo muito concreto de amor: Cristo que se encarnou e se entregou por nós. Ali, na Cruz, Ele nos mostrou a Quem devemos imitar.

Escolher anticonceptivos é escolher ‘não amar’: mesmo tendo uma união física faltará a doação total que faz desta união física uma verdadeira comunhão de amor, própria à dignidade dos esposos.[1] Como que uma garota e um garoto se preparam para viver uma vocação tão bela e exigente como o matrimônio? Em um namoro casto eles terão a prova se o amor que eles professam com seus lábios é de fato verdadeiro, ou não.







[1] João Paulo II, Audiência Geral 22 de agosto de 1984.



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