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Por quê Padre Paulo Ricardo usa batina


São João Paulo II exortava ao clero:


“Não nos iludamos julgando servir o Evangelho se tentamos “diluir” o nosso carisma sacerdotal mediante um interesse exagerado pelo vasto campo dos problemas temporais, se desejamos “laicizar” o nosso modo de viver e de proceder, se apagamos até os sinais exteriores da nossa vocação sacerdotal. Devemos conservar o sentido da nossa singular vocação, e tal “singularidade” deve exprimir-se também no nosso vestuário exterior. Não nos envergonhemos! Sim, estejamos no mundo! Mas não sejamos do mundo! “

aaabatinasMas por quê hoje muitos sacerdotes não encontram motivações para usarem a batina?

É muito importante entendermos que estamos vivendo uma crise espiritual e litúrgica no seio da Igreja Católica. E que cada um tem o deve de fazer a sua parte para viver o Catolicismo tal como ensina a Igreja, e não como satisfaz nossas paixões.


Como resumiu o padre Leonardo Henrique Wagner, aqui no Brasil temos que “lutar para sermos católicos dentro da Igreja Católica”.


Uma das formas mais eficazes de fazermos a contra-reforma é revelar o esplendor da fé católica proclamando o Evangelho sem precisar falar nada: apenas com nosso modo de vestir, isto é, vivendo a modéstia.  


Se até a ciência reconhece o poder da veste, imagine por amor a Deus como deveríamos zelar para que nossa veste revele nossa fé!


As mulheres sendo modestas, os homens sendo modestos, as crianças sendo modestas, e o clero e religiosos vestindo seus hábitos, tornam-se um testemunho eloquente de uma verdade que não passa: Homem e Mulher foram criados à imagem de Deus e devem revelar, em seu exterior, o amor ao Deus que amam e servem. Cada um segundo a sua altíssima vocação.


O mesmo Cardeal Siri que explicou com argumentos claros e profundos o mal moral do uso da calça pelas mulheres (http://modaemodestia.com.br/…/auto…/notificacao-cardeal-siri ), explicou o problema do “hábito traído”, quando os padres deixaram de usar a batina. (https://padrepauloricardo.org/blog/clergyman-melhor-a-batina).


Na década de  ’60, ele estava falando dos sacerdotes que deixavam de usar a batina para usar apenas o clergyman. O que diria hoje, quando a grande maioria dos sacerdotes não usam nem o clergyman? Ele, que vislumbrou a monstruosidade de uma sociedade na qual homem e mulher se vestem iguais (com calça), também viu o uso do clergyman pelos sacerdotes como sinal “do grave declínio da disciplina eclesiástica”.


E mais: quantos seminaristas, zelosos por sua vocação, querem usar a batina e “não podem” porque em muitos seminários reina – não a obediência e o amor à Santa Igreja – mas a terrível heresia da Teologia da Libertação. Ela proíbe qualquer coisa que nos remeta ao transcendente, e é justamente isso que a batina faz: nos faz lembrar que temos uma alma para salvar e a Deus para servir.


Como resume o Cardeal Siri: “a defesa da batina é a defesa da vocação e das vocações.” E não é justamente a crise das vocações – de pai, mãe, religioso/a, padre -, que está na base da crise espiritual que estamos vivendo?


Sim, seminaristas e sacerdotes que amam a sua vocação, que desejam glorificar a Deus devem estar dispostos a serem mártires. Não mártires de sangue, mas aquele martírio do “se passar por ridículo”, do qual falava nosso amado Santo Padre Bento XVI.


Nós, mulheres cristãs, passamos por este martírio ao sermos olhadas como “E.T.” simplesmente por estamos cobertas. Mas antes isso, do que ofender a Deus! Antes isso, do que ser vitrine para outros cobiçarem e pecarem! Antes isso, do que seguir a moda mundana e deixar Jesus de lado. Antes isso e reparar tantas ofensas que nós mesmas já cometemos contra Deus enquanto buscávamos agradar as criaturas em vez do Criador.


Editamos este vídeo no qual o Padre Paulo Ricardo dá o seu testemunho sobre como deixou de usar o clergyman e passou a usar diariamente a batina. Editamos o vídeo porque nada vale mais do que o exemplo.


No vídeo, o padre Paulo Ricardo explica que foi justamente meditando na grandeza da sua vocação sacerdotal e inspirando-se nos exemplos de sacerdotes que viveram antes dele (também no calor de Cuiabá), que ele se viu chamado a usar a batina: sempre.


Rogamos a Nossa Senhora que muitos sigam seu exemplo, e que tanto seminaristas como sacerdotes possam estar preparados para “pagar o preço” – como ele fala com seus filhos espirituais – para que Cristo e Sua Igreja reine de verdade nesta Terra de Santa Cruz!


Pelo Reino de Deus e triunfo do Imaculado Coração de Maria, devemos fazer tudo, tudo o que está ao nosso alcance! Amém.

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