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A modéstia é exagerada?

Por Julie Maria


Vivemos numa sociedade tão acostumada com a depravação que o biquíni não assusta a ninguém. Quando ela foi inventada seus criadores depravados tiveram que pagar atrizes pornôs para usá-los em público (pois era uma vergonha usar tal indecência), mas hoje todo mundo usa: basta irmos em qualquer praia e lá estão, todas as mulheres com seus respectivos biquínis ou maiôs.


A doutrinação é tão grande que as pessoas acham que estão levantando um grande argumento quando dizem: “E o que mais se usaria na praia?




Falar de modéstia – e do ideal de modéstia – nesta sociedade é realmente uma missão para São João Batista, pois é clamar no deserto. Do biquíni ninguém reclama ou acha exagerado, mas ai daqueles que incentivam a mulher a usar saias que cubram suas pernas e blusas que cubram seus braços. Temos a sensação de sermos “de outro mundo”, de estamos fazendo coisas de E.T, de estarmos lutando por algo que realmente – e literalmente – está “fora da moda”.



Facilmente escutamos de pessoas até mesmo comprometidas com a evangelização de que estamos sendo radicais e puritanos por recomendar o ideal da modéstia. Usar biquíni, que é uma roupa íntima, não é radicalismo, mas cobrir todo o corpo é.


Uns querem defender a calça “feminina” como uma roupa que não fere a moral. Pelos comentários percebemos que nunca leram nada com profundidade sobre o assunto, mas enchem a boca para dizer que somos radicais. Percebemos então que o que reina entre estas pessoas (mesmo católicas) é o apego aos seus gostos, seus caprichos, seus achismos. Este tipo de “cristianismo” já existe e tem nome: protestantismo.


A roupa tem um objetivo claro: cobrir o corpo, protegendo a dignidade da pessoa e do outro que a vê. Quanto mais se cobre, mais protegido está. Olhando pelo ponto de vista do pecado, da mulher que quer chamar a atenção para suas partes íntimas, podemos até entender (não aceitar) a tentação de querer aparecer seminua, com roupas e calças coladas. Mas quando se olha pela modéstia e deseja-se viver a mesma, o que mais é preciso mostrar além de mãos e rosto? Mostrar os dedos dos pés? O Cotovelo? As Canelas? Temos certeza que queremos mostrar isso? Não seria isso uma forma de estar entre lá e cá? Sim, o mínimo de modéstia no vestir exige que a saia não tenha o perigo de “subir” ao se movimentar ou sentar e que o ante-braço esteja coberto – como ensina a Santa Igreja -. Mas isso, é claro, é o critério mínimo  de modéstia e por isso o texto diz “pelo menos até o cotovelo”. Mas, sejamos sinceros em responder:  quem quer ver canelas? E osbraços? Pra quê? É bonito mesmo ou só estamos acostumados demais em ver aquilo que coberto ficar melhor


Aqueles que querem viver a modéstia e fazer apostolado sobre ela devem ter claro a quem deseja agradar: devemos agradar a Deus em primeiro lugar e jamais buscar aplausos dos outros. Popularidade é coisa de Hollywood. No apostolado da Modéstia queremos almas, almas sedentas por buscar a vontade de Deus, de agradar Aquele que é o único Senhor de sua história e o Juiz frente ao qual estará no dia de sua morte, prestando contas do que fez ou deixou de fazer para aumentar o reino de Cristo nas almas. Este, e apenas este, deve ser o ideal de qualquer apostolado que o leigo faça.


familia_santa_teresinhaPor isso, avisamos àquelas pessoas que visitam o nosso site ou a nossa página no Facebook que não estamos divulgado fotos como passatempo, por não termos outra coisa para fazer.  Divulgamos fotos que mostram um ideal, um ideal que agrada a Deus e vai contra toda moda mundana que impera hoje na rua, na vitrine e infelizmente no coração de muitos. Não estamos tentando conciliar um meio termo entre algo “bonitinho” e algo “modestinho”. Estamos com uma meta alta, que foge à qualquer parâmetro destas revistas que incentivam a luxúria e a pornografia através da moda. Sabemos bem que a moda não é um “acessório”: o que vestimos deve revelar quem somos, deve revelar algo da nossa missão, como homem ou como mulher que somos.


Então pedimos que os nossos visitantes tenham isso em mente ao ler e a olhar nossas imagens: não colocamos regras para serem seguidas como num exército, colocamos um ideal para quem deseja – por amor a Deus e a Nossa Senhora – a se inspirar, e por termos consciência da nossa responsabilidade, e no meu caso, responsabilidade de mulher católica.


É o exagero do mundo que devemos repugnar. É o exagero da depravação da mini-saia, da calça “feminina”, do vestido colado, do sutiã aparecendo, da calcinha e da cueca sendo vista por todos que devemos lutar contra. Este tipo de moda não é digno da pessoa, que é chamada à santidade e a participar do Reino de Deus. A pureza, o recato, o puder, a castidade, a modéstia, todas estas virtudes jamais serão suficientemente louvadas para quem reconhece o seu destino. Sempre é preciso recordá-las, ainda mais quando elas se tornam palavras quase proibidas! Não é a impureza sob qualquer forma que São Paulo nos ensina para que nem seja mencionada entre nós? E não é a impureza que é levantada como bandeira em toda a moda mundana?


Não existe como ficar em cima do muro: ou se luta pela modéstia e facilmente é tido por “ridículo” pelos mundanos, ou se está, conscientemente ou não, espalhando a impureza porque o olho ainda está dominado pela falsa beleza dos tapetes vermelhos. Na festa de São João Batista recorramos a este profeta para que ele nos ensine a clamar no deserto, a não poupar a vida para que venha o Reino de Cristo e para jamais buscar aplausos humanos em nosso apostolado. Se ele tivesse tido respeito humano quem iria ser o Precursor? Tenhamos vergonha de sermos mornos; jamais de lutarmos pela pureza.


São João Batista ora pro nobis!

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