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Estabelecendo normas práticas para a modéstia

Por NCCL  – Traduzido por Andrea Patrícia


Como nós estabelecemos normas de modéstia para aqueles sob nossa responsabilidade, devemos fazê-lo à luz e sob a direção dos ensinamentos oficiais da Igreja. Desde os primeiros dias houve um claro ensino sobre a necessidade da pureza. O Evangelho segundo São Mateus (5, 27-28) registra as palavras de Nosso Senhor.


“Ouvistes o que foi dito aos antigos: “Tu não cometerás adultério.” Mas eu vos digo que quem olha com desejo para uma mulher, já adulterou com ela em seu coração.”


São João Crisóstomo instruiu as mulheres de todos os tempos sobre o vestuário, quando no século IV, ele declarou:


“Você carrega suas armadilhas e espalha suas redes em todos os lugares. Você alega que nunca convidou os outros ao pecado. Você não fez isso, certamente, por suas palavras, mas você tem feito isso através do seu vestuário e do seu comportamento. … Quando você fez com que outro cometesse pecado em seu coração, como pode ser inocente? Diga-me, quem é condenado neste mundo? Quem os juízes punem? Aqueles que bebem veneno ou aqueles que o preparam e administram a poção fatal? Você preparou o copo abominável, você tem dado a morte como bebida, e você é mais criminosa do que aqueles que envenenam o corpo, você assassina não o corpo, mas a alma. E não é aos inimigos que você faz isso, nem por qualquer necessidade imaginária, nem provocada pela injúria, mas por tola vaidade e orgulho.”


Em Fátima, Nossa Senhora profetizou:


“As guerras são um castigo de Deus para o pecado. … Serão introduzidas certas modas que ofenderão muito Nosso Senhor. … Mais almas vão para o inferno por causa dos pecados da carne, do que por qualquer outra razão.”


Estas declarações estão todas relacionadas, e atingem o cerne dos problemas morais que afligem a sociedade moderna. Há uma conexão direta entre as modas pagãs e as muitas almas indo para o inferno por causa dos pecados da carne. Muitas mulheres cristãs ficarão enormemente surpresas, quando passarem para a eternidade, por saberem quantas almas estão sofrendo nas chamas do Inferno para sempre, por causa dos pecados da carne, causados por sua imodéstia no vestir. (1)


O falecido padre Bernard A. Kunkel, um grande defensor de modéstia e decência, falou diretamente sobre as palavras de Nossa Senhora de Fátima. Ele escreveu:


“Mas ela sabia que… forças do mal projetariam estas modas, juntamente com a literatura imunda, alguns dos filmes podres e programas de televisão, drogas, e bebida em excesso, tudo como parte de seu programa para quebrar a moral, especialmente entre os jovens. Nossa Senhora estava apenas expondo este plano”.


Papa Bento XV ensinou muito claramente sobre a modéstia em uma carta encíclica (Sacra Propediem, 1921), comemorando o sétimo centenário de fundação da Terceira Ordem Franciscana.


“Não se pode deplorar suficientemente a cegueira de tantas mulheres de qualquer idade e posição. Feitas de bobas por um desejo de agradar, elas não vêem em que medida a indecência de suas roupas choca a cada homem honesto e ofende a Deus. A maioria delas ficaria enrubescida por causa deste tipo de vestuário, como por uma falta grave contra a modéstia cristã. Agora não basta exibir-se em vias públicas, elas não temem cruzar o limiar de igrejas, para assistir ao Santo Sacrifício da Missa, e até mesmo carregar o alimento sedutor das paixões vergonhosas para a mesa eucarística, onde se recebe o Autor da Pureza Celestial.”


Em nossas esperanças e os esforços para uma verdadeira Restauração Católica, é fundamental que os amigos de Nossa Senhora levem os outros a reconhecer a verdade (para se opor de forma mais eficaz) sobre os passos que o programa ímpio de Satanás de nudismo gradual tem feito – apesar das advertências da Santa Virgem e dos Papas. Um observador comentou:


“A mensagem de quem, você acha que as mulheres e meninas levam em consideração: a mensagem de modéstia de Nossa Senhora de Fátima e do Santo Padre, ou a mensagem de imodéstia de Lúcifer?” (2)


Em 31 de dezembro de 1929 o Papa Pio XI promulgou uma encíclica oficial sobre a educação cristã da juventude em que proíbe aula sobre educação sexual. Nessa mesma encíclica, imediatamente após a proibição, o Papa destaca a importância da modéstia para as mulheres em público. Ele escreve:


“Estes princípios [ou seja, a diferença básica entre os sexos], tendo em conta tempo e lugar, devem, em conformidade com a prudência cristã, ser aplicados a todas as escolas, especialmente no período mais delicado e decisivo da formação, que, a saber, a adolescência; e, em exercícios de ginástica e no comportamento, deve haver cuidados especiais de modéstia cristã em mulheres jovens e meninas, que são tão gravemente prejudicadas por qualquer tipo de exposição em público.” (3)


Papa Pio XI também falou sobre “modas indecentes pelas quais as mulheres cristãs nunca podem deixar de trabalhar arduamente pelo seu banimento”.


Menos de duas semanas após a encíclica de Pio XI, o Cardeal Donato Sbaretti, Prefeito da Congregação do Concílio, na Festa da Sagrada Família (12 de janeiro de 1930) emitiu a seguinte regra sobre o que constitui a modéstia no vestir:


“Um vestido não pode ser chamado decente se é cortado na largura de mais de dois dedos sob o poço da garganta, que não cubra os braços pelo menos até os cotovelos, e mal chegue até um pouco abaixo dos joelhos. Além disso, os vestidos de materiais transparentes são impróprios.”


Em 23 de maio de 1948 o Papa Pio XII declarou: “É principalmente através de pecados de impureza que as forças das trevas subjugam as almas.” Novamente em 8 de novembro de 1957, o Pontífice dirigiu-se ao Congresso da União Latina de Alta Costura. No discurso, intitulado “Problemas morais em Design de Moda”, o Santo Padre declarou:


“Esta segunda virtude, a modéstia – a própria palavra “modéstia” vem de modus, uma medida ou limite – provavelmente exprime melhor a função de governar e dominar as paixões, especialmente as paixões sensuais. É o baluarte natural da castidade. É a sua muralha eficaz, porque seus atos moderados estão estreitamente relacionados com o próprio objeto da castidade […] No entanto, não importa o quão amplo e mutável a moral relativa de estilos pode ser, sempre há uma norma absoluta para ser mantida após ter ouvido a admoestação de consciência alerta contra perigo iminente: o estilo não deve nunca ser uma ocasião aproximada ao pecado. […] Um excesso de imodéstia na moda envolve, na prática, o corte do vestuário. A roupa não deve ser avaliada de acordo com a estimativa de uma sociedade decadente ou já corrupta, mas de acordo com uma sociedade que preza a dignidade e a seriedade das suas vestimentas em público. […] Costuma-se dizer quase com resignação passiva que a moda reflete os costumes de um povo. Mas seria mais exato e muito mais proveitoso dizer que eles expressam a decisão e a direção moral que uma nação tem a intenção de tomar: ou a de naufragar na libertinagem ou a de se manter no nível ao qual foi erguida pela religião e pela civilização.”


Estas regras, que vem do Vaticano, devem determinar as normas da modéstia para nós mesmos e para aqueles sob nossa responsabilidade.


As citações acima, de Nosso Senhor e Senhora, de Papas e Santos, mostram a direção que os católicos devotos devem tomar. Há, tristemente, uma conexão real entre a falta de modéstia e os pecados da carne. Se tais pecados devem ser evitados, então a modéstia deve ser apreciada novamente, e observada diligentemente.


Se você leu até aqui, você pode estar se perguntando por que razão essas normas se aplicam tão obviamente especialmente às mulheres. Um autor acertadamente explica o porquê.


“Devido ao fato de que a doutrina católica tradicional sobre a modéstia na área da sexualidade requer da mulher que esta mantenha mais de seu corpo escondido do que requer para o homem, alguns católicos acreditam que é injusto para com a mulher. Embora seja verdade que a doutrina católica tradicional sobre a modéstia na área da sexualidade é mais exigente com relação à mulher, não é injusta. Assim como a mulher é mais fraca no domínio do poder físico, o homem é o mais fraco na área da sexualidade (no sentido de que o homem é mais propenso a excitação sexual imediata). E assim como é errado para um homem usar sua força física para se impor a uma mulher, é errado para uma mulher usar as características femininas de seu corpo físico para dominar um homem.” (4)


A declaração mais importante sobre a moralidade sexual ( exceptuando a da contracepção) emitida pelo Vaticano desde o final do Concílio Vaticano II, é a Declaration on Certain Questions Concerning Sexual Ethics (Declaração Sobre Certas Questões Concernentes à Ética Sexual), publicada em 29 de dezembro de 1975. Este documento foi emitido pela Congregação para a Doutrina da Fé, tendo sido dada autorização pelo Papa Paulo VI. Falando sobre o aumento da prática da masturbação como uma justificação sendo utilizada por aqueles no erro ao tentar ganhar a aceitação da mesma, a Declaração afirma:


“Desta forma os fatos são descobertos [ou seja, por inquéritos sociológicos], mas os fatos não constituem um critério para julgar o valor moral dos atos humanos. A freqüência do fenômeno em causa é, certamente, ligada à fraqueza inata do homem após o pecado original, mas é também relacionada com a perda do sentido de Deus, com o dano moral gerado pela comercialização do vício, com a licenciosidade desenfreada de muitos entretenimentos públicos e publicações, bem como com o descaso da modéstia, que é a guardiã da castidade.” (5)


Assim, do ponto de vista da Declaração, uma das principais causas para a crescente freqüência de masturbação é a negligência da modéstia. Na medida em que a masturbação é sobretudo um vício cometido por homens, é lógico que o documento faz referência especialmente a falta de pudor por parte das mulheres e das roupas que vestem. As mulheres, assim, participam da culpa inerente a este vício quando eles fazem de seus corpos objetos sexuais para o desejo masculino.


Depois de citar São Paulo (“Você não é sua própria propriedade, porque fostes comprados por um grande preço. É por isso que você deve usar seu corpo para a glória de Deus”), a declaração fala dos “meios que têm sido recomendados pela Igreja para viver uma vida casta. Estes meios são a disciplina dos sentidos e da mente, a vigilância e a prudência para evitar ocasiões de pecado, a observância da modéstia…”


Assim, vemos a modéstia estreitamente ligada à prevenção da ocasião de pecado. A imodéstia, por outro lado, torna mais difícil a disciplina “dos sentidos e da mente”, e torna mais fácil aceitar ocasiões de pecado, como se não envolvessem nenhum perigo para a vida da alma e para sua permanência na graça que santifica e a torna agradável ao Nosso Senhor. Ao seguir o “caminho largo”, nós ameaçamos as nossas almas com os perigos espirituais que podem nos levar a perder a nossa felicidade com Deus na eternidade.


Oramos sinceramente para que o Senhor derrame Suas graças e consolo a todos aqueles que seguram a bandeira de Cristo nesta nova Guerra Santa ao proteger a inocência das crianças e para restaurar a modéstia no vestir por toda a terra. Que Nossa Senhora de Fátima mantenha todos aqueles que rezam e trabalham para a modéstia sob sua proteção especial e conceda-lhes a vitória final.


(1) Divine Love, “Immodesty in Dress Can Lead to Tragedy (Amor Divino “imodéstia no vestir pode conduzir à tragédia”), Fourth Quarter, 1977.
(2) “The Remnant Speaks”, 1 de junho de 1972.
(3) Divini Illius Magistri, Papa Pio XI, 31 de dezembro de 1929.
(4) Regis Scanlon, OFM, Homiletic and Pastoral Review, novembro, 1988.
(5) Declaration on Certain Questions Concerning Sexual Ethics (Declaração sobre algumas questões de Ética Sexual), Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, 29 de dezembro de 1975. (Tradução do Vaticano, L’Observatore Romano)

A National Coalition of Clergy and Laity (NCCL) (Coalizão Nacional de Clérigos e Leigos) é um apostolado de trabalho para uma verdadeira restauração católica. Para esclarecer dúvidas sobre o trabalho do apostolado, entre em contato:




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Original aqui

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