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Dom da feminilidade

Por Julie Maria

 

O homem quer ver, a mulher quer ser vista; o homem quer conquistar, a mulher ser conquistada: é a natureza das coisas. Por mais que digam que isso é “imposição”, lá no fundo, se fomos sinceros, veremos que a realidade das naturezas masculina e feminina é assim. A natureza humana também colocou essa atração na base do relacionamento humano, pois apesar de que nenhum matrimônio sobrevive apenas à base da atração o relacionamento entre um homem e uma mulher geralmente começa com ela. 




Não é difícil para a mulher atrair o homem, mas nós estamos sendo instigadas pela mídia e ideologias pagãs a atraí-los sendo impuras, imodestas, indecentes e vulgares. Entretanto isso é totalmente contrário à nossa vocação, e mesmo que existam basicamente duas maneiras de atrairmos o olhar do homem – pela nossa pureza ou pela nossa impureza – apenas uma é digna: pela pureza, e essa decisão se reflete na nossa maneira de comportar e de vestir.




A mulher que atrai o homem pela sua pureza se veste de forma feminina e modesta; a mulher que atrai pela impureza está vestida de maneira indecente e vulgar. Neste último caso a visão masculina é, forçadamente, atraída para as partes sexuais do corpo feminino mostradas pela roupa usada (decotes, roupas justas ou transparentes), e tenderá a cometer pecados impuros por pensamento ou atos, e sem a graça da conversão, o homem ainda achará “normal” sua atitude, afinal a mulher buscou e “conseguiu” esse tipo de atração. Sendo assim, não sentirá culpa ou remorso, pois entenderá que a própria mulher quis ser olhada com desejo “libidinoso”, e ele apenas consentiu com sua vontade. As mulheres seminuas que inundam as ruas, as novelas, os programas de auditório, ou que se afanam de ter homens tirando fotos de suas nádegas (vestidas propositalmente com uma saia-cinto que mostra essa parte sexual do seu corpo) são o ápice desse tipo de atenção depravada requerida – e tida – pela mulher.




Ambos, homem e mulher, atuam nesse caso como seres infra-humanos, e não digo de forma “animal”, pois os animais não fazem este tipo de aberração devido ao seu instinto ser governado pela sabedoria divina, e eles não podem recusar obedecer a ela; já os homens podem e, de fato, recusam a viver conforme sua altíssima dignidade, como nesses casos citados.




Já a atração que uma mulher feminina e modesta exerce sobre o homem é uma atração saudável, que faz parte da natureza e da psicologia humana. É atração pelo belo, puro, nobre, e por aquilo que é diferente e complementar da natureza uni-dual do ser humano. Esse tipo de atração, em ultima instância, eleva o homem a Deus, pois ele agradece e louva o Senhor por essa obra prima da criação. A atração antinatural do imodesto e impuro denigre o homem, e é mais fácil ele pensar no prostíbulo do que no céu ao ver “partes sexuais desconexas da pessoa”. É difícil para nós, mulheres, entendermos tal fato, pois nossa psicologia não atua dessa forma. Mas com docilidade vamos poder compreender e ajudar nossos irmãos.




A atração masculino-feminina querida por Deus é aquela onde o homem não se “prende” em nenhuma parte do corpo e busca o rosto da mulher e seu olho, que deve ser puro como seu coração e seu corpo, e através do seu olhar faz acender o desejo de esse homem ser um melhor esposo, pai, e cristão. De qualquer forma, homem e mulher são sempre dignos de olhar e serem olhados como pessoa, e jamais como objeto. Mas é à mulher que compete, em primeiro lugar, impor respeito pelo seu comportamento e pela sua maneira de vestir.  Por isso, a reforma moral de que a sociedade está sedenta só poderá começar pela purificação da mulher.




Quando o homem vê a mulher vestida de forma feminina e modesta e ainda assim tem pensamentos impuros, ele sente profunda dor, pois sabe que a violentou em seu coração, já que ela não lhe deu permissão para isso. Ele tem nesse momento – através do comportamento e da veste da mulher modesta – a oportunidade de se arrepender e recomeçar a jornada de aprender a olhar o outro, e especialmente o sexo oposto, com o mesmo olhar puro de Deus, e nisso encontrar a alegria que nenhum ato impuro pode, jamais, oferecer.




Enquanto a impureza, a imodéstia, o adultério – por pensamento ou ação – são vistos como algo “normal” por meio da TV com suas novelas, programas, atrizes e bailarinas que vivem à custa da sua impureza e das dos outros, estamos longe de ser uma nação que adora a Deus, e mereceremos escutar dos lábios do Redentor: “Isaías com muita razão profetizou de vós, hipócritas, quando escreveu: Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim.”





É isso mesmo que desejamos como nação? É isso mesmo que queremos escutar de Deus? Qual a imagem que você quer refletir e deixar na história?




Não aceitemos as mentiras que se disfarçam de mel. As mentiras continuam contendo venenos, apesar de sua boa “aparência”. Desejemos ardentemente a pureza! Amemos a modéstia! Acolhamos o dom da feminilidade em todo o seu esplendor, tanto no nosso comportamento e no nosso vestir, e assim seremos construtoras de uma nova civilização: a civilização do amor!

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