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Carta de Apresentação

O ser humano, enquanto imagem de Deus, é criado para amar. Esta verdade foi-nos revelada plenamente no Novo Testamento, juntamente com o mistério da vida intratrinitária: « Deus é amor (1 Jo 4, 8) e vive em si mesmo um mistério de comunhão pessoal de amor. Criando-a à sua imagem…, Deus inscreve na humanidade do homem e da mulher a vocação, e, assim, a capacidade e a responsabilidade do amor e da comunhão. O amor é, portanto, a fundamental e originária vocação do ser humano ».9 Todo o sentido da própria liberdade, do autodomínio conseqüente, é assim orientado ao dom de si na comunhão e na amizade com Deus e com os outro” CPF


Todo homem e toda mulher é imago Dei (imagem de Deus). E cada um de nós tem duas opções frente a essa verdade ontológica:

– Reconhecer que somos imagem de Deus (e isso implica conhecer e amar a Deus, fonte do nosso ser e da nossa dignidade) e viver conforme ela, tornando-nos filhos da Luz.

Ou…

– Ignorar a imagem de Deus em nós, e automaticamente ser escravo de imagens deformadas da imagem original, vivendo como os filhos das trevas.

Cada um de nós é plenamente responsável frente ao chamado de acolher o dom de ser homem ou mulher, chamado que contém em si mesmo uma missão. Nós temos uma missão geral como batizados: a santidade, temos uma missão específica – como homem ou mulher – a partir da nossa diferença sexual e temos uma vocação e missão única, que Deus nos mostra durante nosso peregrinar. Sendo dóceis a Deus, podemos viver plenamente essa vocação, sendo felizes aqui e na eternidade.

Mas se todos nós queremos ser felizes, por que o “índice” de felicidade – especialmente nas mulheres – está diminuindo? Por causa da mentira que, disfarçada de pílula da felicidade, está enganando a muitos: para sermos felizes não devemos nos preocupar com a nossa “auto-realização” e sim com a nossa “auto-doação”. Nosso Senhor nos ensinou que há mais alegria em dar do que em receber[1], e a Igreja resume essa verdade neste aparente paradoxo: “o homem, única criatura sobre a terra a ser querida por Deus por si mesma, não se pode encontrar plenamente a não ser no sincero dom de si mesmo”[2].

Por isso, estão nos enganando quando nos vendem slogans do tipo: “eu mereço ser feliz”, justificando o individualismo, como se a felicidade fosse possível sem entendermos e assumirmos a transcendência divina de nossa existência e o nosso chamado à comunhão pessoal. Assim entendida, assumida, a auto-doação vem a ser o único caminho que pode de fato nos fazer felizes, e para isso é necessário:

– Conhecer e amar a Deus

– Conhecer a nós mesmos

– Conhecer nossa missão geral e específica

A doação de si, que tem como fruto a felicidade, não é automática, e sua receita não segue os mágicos e mentirosos “10 passos de sucesso” nem está à venda nos shoppings. Ela é fruto do autodomínio, pois para se doar é preciso antes se possuir. Para o autodomínio ser real, entra em ação a vida virtuosa, que gera paz na consciência, contando sempre com a graça divina, que vem em socorro de nossas fraquezas.

Enquanto o mundo, com suas mentiras diabólicas, promete o “seja feliz”, contando que vamos “por ele” e contra a nossa natureza e altíssima dignidade de filhos de Deus, criados à sua imagem e semelhança, Jesus Cristo diz que a alegria perfeita é fruto da comunhão com Ele, pois sem Ele nada podemos fazer[3], muito menos ser felizes, fim para o qual fomos criados desde o “nada” pelo próprio Deus!

Com a entrada do pecado original. a imagem de Deus em nós não é mais vista com a mesma transparência e pureza; apenas com a graça redentora, unida ao esforço pessoal (vida virtuosa e sacramental), podemos ver em todo o seu esplendor essa imagem divina no outro e em nós. Para vê-la, é preciso ser puro, é preciso ter a pureza do olhar divino, por isso devemos nos decidir sermos puros de corpo e alma, pois somente “os puros verão a Deus”[4], e ver a Deus é a felicidade máxima que podemos ter.

No século XX o homem quis anular não apenas um aspecto da natureza humana criada por Deus, mas a base da ordem divina da criação: a diferença sexual. A diferença sexual é um dom para que o homem e a mulher possam realizar a comunhão pessoal como uma imagem imperfeita da Eterna Comunhão Trinitária, modelo perfeito de amor para cada um de nós. Essa comunhão se torna visível no sacramento do matrimônio, na vida religiosa ou na vivência do celibato, quando nela está a alegria da paternidade/maternidade espiritual!

A moda, algo que parece tão mundano e trivial, tem um papel muito importante nesse plano divino, pois se a roupa se tornou necessária devido ao pecado original, agora ela tem também a missão de, não apenas cobrir o corpo do frio, mas refletir a nobreza da alma no exterior. A virtude que faz isso possível é a modéstia, e daí o título deste Apostolado!

A civilização da imagem, anunciada pela Igreja em 1975[5], será um instrumento de autêntica felicidade quando o homem voltar a reconhecer e a viver segundo sua imagem original: “homem e mulher os criou, à Sua imagem os criou”. Este Apostolado quer contribuir para que isso seja realidade para todos os que aqui nos visitarem!

Que a Virgem Mãe de Deus possa abrir os nossos corações para acolher com alegria e determinação o plano do Seu Filho!

 

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