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Roupa para a Santa Missa

Por Julie Maria


São Josemaria Escrivá,  recordando seus tempos de infância, escreveu: “Lembro-me de como as pessoas se preparavam para comungar: havia esmero em arrumar bem a alma e o corpo. As melhores roupas, o cabelo bem penteado, o corpo fisicamente limpo, talvez até com um pouco de perfume. Eram delicadezas próprias de gente enamorada, de almas finas e retas, que sabiam pagar Amor com amor.” Afirma ainda: “Quando na terra se recebem pessoas investidas em autoridade, preparam-se luzes, música e vestes de gala. Para hospedarmos Cristo na nossa alma, de que maneira não devemos preparar-nos?”  (Homilias sobre a Eucaristia, Ed. Quadrante).

Antes de ler o artigo recomendamos esta excelente homilia sobre a modéstia.


 Não há dúvida que o primeiro passo interior para demonstrar amor a Jesus Cristo é estar em estado de graça, em amizade com Nosso Senhor através da confissão. E o primeiro passo exterior é se vestir com modéstia para irmos à Igreja. Existe cada vez mais uma desproporção entre o Autor da Pureza que iremos receber e as roupas totalmente imodestas que vemos na fila da Santa Comunhão. É de fato um escândalo que já não é visto como tal por muitos, dado o mau costume que impera hoje na moda. “Se todo mundo se veste assim… não deve ser tão mal”, é o que  geralmente se escuta. Mas numa sociedade que já perdeu o senso do Sagrado e da virtude da modéstia, o que “todo mundo faz” não é – e nem será jamais –  critério para um cristão, para alguém chamado a ser santo. Neste vídeo vemos, na última moça, como a roupa imodesta choca com o uso do véu.


Não tenhamos medo de sermos diferentes por usamos roupas modestas e também o véu na Santa Missa.  Saibamos sim dar razões a quem perguntar por que atuamos desta forma! É uma oportunidade de evangelizar. Ontem mesmo tive a graça de poder conversar uma hora com uma moça que veio me perguntar sobre o véu após a Missa. Aliás, o véu – além de toda a fundamentação teólogica para o seu uso – nos ajuda muito a sermos recolhidas  durante a Missa e dar-nos conta da presença de Deus em nós ao recebê-Lo na Comunhão.


Quando se tem a certeza de que Deus está feliz com esta atitude e que estamos imitando ninguém menos que a Virgem Puríssima, teremos a força que precisamos para ser luz no meio das trevas  da imodéstia que invadiram as filas da Comunhão. A frase do Papa Bento XV em 1922 na sua Encíclica Sacra Propediem é forte e, no entanto é isso que precisamos escutar para nos darmos conta da urgente necessidade de mudança:


 “Desde este ponto de vista não podemos deixar de condenar a cegueira de quantas mulheres de todas as idades e condições; feitas tontas pelo desejo de agradar, elas não vêem a que nível a indecência de suas vestes choca a todo homem honesto, e ofende a Deus. A maioria delas teria, em outras épocas, se envergonhado com esses estilos por grave falta contra a modéstia Cristã; e já não é suficiente que elas se exibam na via pública; elas não têm medo de cruzar as portas da Igreja, a assistir o Santo Sacrifício da Missa, e até de levar a comida sedutora das suas paixões vergonhosas até o Altar da Eucaristia onde recebemos o Autor celeste da pureza. E nós não estamos falando das exóticas e bárbaras danças recentemente importadas dos círculos fashion, cada uma mais chocante que a outra; não podemos imaginar nada mais apropriado para banir o que resta da modéstia”.


 O Catecismo da Igreja, n. 1387 também nos ensina que:


“A fim de se prepararem convenientemente para receber este sacramento, os fiéis observarão o jejum prescrito em sua Igreja. A atitude corporal (gestos, roupa) há de traduzir o respeito, a solenidade, a alegria deste momento em que Cristo se torna nosso hóspede”.


 Neste álbum de véu podemos ver vários modelos e nos inspirar! Que tenhamos a coragem de agradar a Deus em primeiro lugar e que Ele seja o Senhor do nosso coração e do nosso corpo. Amém!

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