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A mãe educadora cristã

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Fonte: Blog Cozinha e Biblioteca




“Todos nós conhecemos crianças que sugaram a fé com o leite materno

“Ela é realmente para o filho a educadora insubstituível. Nesse período em que a criança depende tanto da mãe, que a consideraram como vivendo numa espécie de útero exterior, existe nela uma concentração das influências do ambiente que nunca encontrará seu equivalente. De outro lado, a criança, no primeiro mês, enquanto dura sua atitude passiva, tem grandísima receptividade. Se a mãe quando frequentemente se acha a sós com o filhinho lhe traz não só a consolação, o amor, a alegria – mas também em certas horas, a verdade de seu recolhimento, que torna Deus presente – se diante dele, ela sabe não só sorrir, brincar, cantar, mas ainda rezar, se ela procede com ele não unicamente como com uma graciosa boneca, às vezes tão engraçada e encantadora, mas também como com um sacrário vivo, onde Deus reside, então sua fé a tornará jeitosa para preparar com Deus todos os encontros possíveis.


A criança gosta de olhar. A mãe terá o cuidado de pôr à vista uma medalha de berço, que represente Jesus e a Virgem. A criança gosta de segurar, de manipular. É o momento de atirar à imagem bendita os primeiros beijos, de ensinar-lhe a fazer o sinal da cruz sobre si, logo que a mãozinha fica mais flexível (3). Quando ele já pode dizer Papá, Mamã , ela pensará que é também capaz de dizer Jesus, Maria.


 Logo que ele dá os primeiros passinhos, ela o encaminhará para a imagem de Jesus. Ela o fará entrar no grande silêncio da Casa de Deus, mandar um beijo ao sacrário. Todas estas atitudes, todos estes atos, todos estes gestos, feitos com profunda fé e grande respeito, impregnarão a alma da criança, mesmo se no futuro ela não guardasse deles nenhuma lembrança.


É assim que, nos primeiros meses, depois de nascida, a criança conhecerá a Deus, ou melhor, terá gravado no seu inconsciente, o sentimento de sua existência pelo comportamento da mãe. Não há – salvo para o Espírito Santo, cuja ação misteriosa nos escapa – nenhum acesso para esta almazinha ainda perdida nas reações biológicas, senão este caminho apetitivo, mais até do que afetivo.


Ora, precisamente porque se trata não só de uma ação natural, numa psicologia embrionária, mas de uma ação sobrenatural na vida duma alma batizada, é a verdade deste comportamento materno que importa mais do que suas modalidades.


Se existe uma educação que influi pelo ser do educador mais do que por sua ação, é bem a que procura atingir uma almazinha cujas atividades são tão reduzidas, tão distantes, tão desconhecidas, tão misteriosas.


E todavida sabemos bem qual seja a profundeza de sua ação, pois todos nós conhecemos crianças que sugaram a fé com o leite materno.”

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