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Refutações à algumas críticas ao Apostolado M&M


Estimada Sr.ª Viviane*,


Que a luz de Cristo brilhe sobre seu coração!


Irei responder ao seu comentário com a intenção de refutar os erros e com a esperança de que possamos em breve unir os esforços para que a modéstia reine em todos os corações.


Com muito pesar digo que notei em seus escritos uma irreverência com temas muito sérios. Ao contrário do que você disse ter notado nos meus escritos, eu infelizmente não consegui ver nos seus “uma grande honestidade, um desejo sincero pela salvação do próximo, uma real dedicação em fazer a vontade de Deus”. Deboches, ironias, vulgaridades, palavreados chulos, fotos imodestas… tudo isso me impediu de ver a seriedade que se requer para fazer um apostolado católico.


Eu vivi a imodéstia por muitos anos e sei, por triste experiência, que nosso apego desordenado não nos permite ver o abismo em que estamos mergulhadas. Seu gosto por roupas imodestas demonstra que você ainda não enxergou a virtude da modéstia tal como ela é. Mas, se você é uma mulher de oração, a graça irá chegar, e as escamas irão cair. Espero que logo estejamos fazendo juntas o mesmo apostolado, em favor da dignidade da mulher e da necessidade da modéstia em seu vestir.


rosarioPeço a você e a seus visitantes que rezem uma Ave-Maria e depois assistam ao vídeo desta homilia como introdução ao texto que segue. É a homilia que, com a graça de Deus, pode nos despertar da cegueira. Do fundo do meu coração desejo que todos compreendam a gravidade dos tempos que estamos vivendo e como a moda é um poderoso instrumento que pode ser usado a favor de Deus ou como arma de satanás para levar muitas almas para o inferno [1].


O que vi em seu site foi uma terrível confusão, pois li no mesmo artigo uma esplêndida defesa da Fé Católica misturada com uma férrea defesa daquilo que você acha que é a doutrina. Não estou considerando a sua intenção – só Deus a conhece – estou escrevendo a partir do que eu li e vi em seu site. Irei colocar então sua opinião em vermelho e abaixo minhas respostas:


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* Este artigo é uma resposta ao comentário da Viviane, autora no site “O catequista”,  no qual ela expõe algumas críticas e dúvidas sobre o tema do nosso Apostolado.


[1]Nossa Senhora disse em Fátima (1917) que o pecado da carne é o pecado que mais leva almas para o inferno. A modéstia, como guarda da pureza e, portanto, veladora do corpo humano, é um meio que Deus quis para proteger a nossa dignidade. Do contrário, a imodéstia se torna a porta pela qual entra o pecado da carne.



1. “Não concordo quando, ao defender determinadas especificações para a roupa feminina – saia até os pés, manga até os pulsos, calça jamais – você coloca isso com o peso de ‘doutrina da Igreja’. Não, não é.”


 Resposta M&M: Você não deve concordar comigo: nós duas é que devemos concordar com a Santa Igreja, em tudo. Assim como uma boa filha obedece a sua mãe em tudo, até nos pequenos detalhes, eu e você devemos ser dóceis a todo ensino da Igreja. Se eu demonstro a partir dos Documentos da Igreja e com argumentos lógicos o ensino da virtude da modéstia, então ele não é “meu” pensamento. Eu sou um mero instrumento enferrujado e miserável de algo muito grande, a fé que eu recebi no Batismo. Eu não desejo ensinar o que eu gosto, e sim ser canal para transmitir aquilo que eu aprendi dos outros, começando pelo Papa até chegar aos santos e zelosos sacerdotes que nos ensinam [2].


Como eu explico no site – a partir do que aprendi -, a Igreja oferece explicitamente o critério mínimo para que a veste feminina seja considerada objetivamente modesta: vestidos com 2cm abaixo do pescoço, manga ¾ e saia que cubra o joelho. Sendo este o critério mínimo, qual seria o ideal, o máximo, a perfeição na moda feminina? É lógico que é a veste que cobre todo o corpo, e não metade dele [3]. Esse ideal está estampado nas vestes das cristãs que há dois mil anos embelezam o céu, santas que não precisaram de nenhuma especificação explícita da Igreja porque o bom senso – que existe quando a consciência está retamente formada pela lei de Deus – basta. [4]


modestiaNeste link apresentamos fotos para mostrar como a modéstia foi vivida através dos séculos e como é significativo notar que até pouco tempo atrás a veste feminina cobria todo o corpo, e não parte dele. Existe uma visão de integridade – física e moral – quando vemos uma mulher totalmente modesta, visão que é colapsada quando somos obrigados a ver partes do seu corpo expostas. Se existe um mínimo no critério de modéstia é porque existe um ideal, e ambos são bem específicos para quem deseja de fato viver essa virtude: virtude que começa no nosso interior, na firme decisão de revelar no nosso modo de vestir a pureza que queremos ter no coração.


Como se nota hoje, a sede de viver a virtude não é comum. Estamos num abismo de impureza, imodéstia e pornografia, a tal ponto que vemos sites como o seu que, desejando catequizar, apresentam modelos imodestas para as visitantes se inspirarem, ao mesmo tempo que diz “não querer doutrinar”, com tais opiniões. Viviane, devo lhe dizer que você está fazendo o que você condena que façam: você afronta o plano de Deus para nós. Como nos ensina o Papa Pio XII: “O vestuário não deve ser avaliado segundo a estima de uma sociedade decadente ou corrupta, mas de acordo com as aspirações de uma sociedade que premia a dignidade e a seriedade da sua veste pública”.


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[2] Um podcast excelente do Padre Boaventura sobre modéstia, em inglês, pode ser escutado aqui.


[3] Sobre a necessidade de cobrir “completamente o corpo” seria desnecessário tanta insistência se não fosse a atual rebeldia de muitas católicas que se sentem ofendidas em terem que cobrir aquilo que elas desejam mostrar. A veste feminina, até 100 anos atrás, tinha a meta de cobrir o corpo, com elegância, beleza e especialmente modéstia. A partir de 1900 e chegando ao ápice nos dias de hoje, ela tem a meta de depravar a mulher, torná-la objeto sexual e vitrine de satanás para tentar os outros.  Por isso, para a mente moderna, qualquer vestido que cubra o corpo “fica parecendo da vovó”; no entanto, desde a terna infância até a velhice só a modéstia reinava no guarda-roupa das católicas até pouco tempo atrás. Querer que a mulher se cobrisse é desejo de Deus, que fez túnica para Eva desaprovando sua tanga. Medite sobre estas fotos para você entender um pouco a história da veste, pois a nossa decandente sociedade não é de forma alguma, como ensina o Papa Pio XII, critério para decidir se algo é modesto ou não.

 [4] Cf. La moda y El lujo, Dom Tomás I., Cardial


2.  “Pelo que entendi, essa sua afirmação se baseia em dois pilares: 1) a Instrução sobre a modéstia de 1928 do Cardeal Basílio Pompili; 2) a notificação do Cardeal Siri condenando a calça feminina, de 1960.”


Resposta M&M: Você entendeu bem, mas a pergunta que lhe faço é: você sentiu paz interior ao ler tais documentos? Sentiu-se aliviada por, finalmente, ter encontrado critérios objetivos que demoraria talvez anos para você alcançar? Meditou, em oração, esses e todos os outros documentos do Magistério que tratam sobre a moda e a modéstia? Viviane, você reconheceu nesses escritos dos Papas e do Cardeal o amor de um verdadeiro pai espiritual, guiando-a e ensinando-a para que você possa salvar a sua alma e edificar seus irmãos? Eles lhe queimaram o coração? Eles lhe fizeram questionar se até agora a sua maneira de vestir agrada a Deus ou está misturada com a moda mundana? Finalmente, você acolheu e meditou esses ensinamentos em seu coração com a docilidade da Virgem Maria, mesmo se num primeiro momento eles lhe pareceram duros ou difíceis demais? Esses dois ensinamentos não estão “sozinhos”, nem devem ser lidos como meros conselhos que seguimos se achamos conveniente. Eles fazem parte de um amplo ensino dessa virtude pela Santa Igreja que é impossível rejeitar sem sofrer graves consequências.


O testemunho eloquente da Elenilda, que buscou com sinceridade e ardor a verdade, se deliciou com estes escritos e sentiu uma grande alegria ao encontrar as normas objetivas da Igreja pode ser lido clicando aqui. Recomendo vivamente tal leitura.


jesus-samaritanaA verdade, Viviane, é que, sem a consciência de nos colocarmos como discípulas aos pés do Mestre para escutar o que Ele tem a nos ensinar – através de sua Esposa –, facilmente cederemos à tentação de “discutir” – como se estivéssemos conversando com um colega – em vez de obedecer e sermos profundamente gratas por tais celestes ensinos.


Assim infelizmente agem alguns blogs que tratam da modéstia: impõem – mas dizendo que não querem impor – um critério “pessoal” e não acolhem o critério mínimo dado pela Santa Igreja.  Isso causa muita confusão em pessoas que estão no início da caminhada e têm o direito de encontrar nos blogs católicos a obediência a esse critério mínimo. O nosso gosto pessoal deve ser purificado e elevado para se submeter ao critério da Santa Igreja, que só quer o nosso bem e nos educa para a santidade. O que acontece na prática é que, quando não se acolhe o critério da Igreja, se acaba por inventar um e segui-lo como “dogma”.


Comecemos a explicação pela Instrução da Modéstia [5] dada pelo Vigário do Papa Pio XI a pedido do mesmo Papa. Você acha que 80 anos é um longo tempo, mas em relação à virtude podem passar 8 ou 800 mil anos, e ela não mudará, pois o seu fundamento é a natureza humana, que é e será sempre a mesma.


Ensina o Papa Pio XII: “Sem dúvida o vestir obedece ao familiar requerimento de higiene, decência, e adorno. Estas são três necessidades tão profundamente enraizadas na natureza que elas não podem ser ignoradas ou negadas sem provocar hostilidade e preconceito. Elas são necessárias hoje como foram ontem” (..) A primeira é derivada da natureza física do homem; a segunda da sua natureza espiritual; a terceira da sua natureza psicológica e artística.”


Dado o fato de que a natureza humana não muda, o critério no vestir, para ser considerado modesto, tampouco. Lemos o ensino deste Papa: “...Não importa quão ampla e variável seja a moral relativa das modas, sempre haverá uma norma absoluta para guardar depois de ter escutado a admoestação da consciência advertindo ao se aproximar do perigo: um estilo jamais deve ser uma ocasião próxima de pecado”.



Após ler isso, a pergunta de uma católica deveria ser: quais os critérios então para que o meu estilo não seja ocasião de pecado? Justamente por causa da corrupção moral que perverteu o senso referente à modéstia, é a Mater Eclesiae que nos relembra em poucas e inspiradas linhas o critério mínimo dessa virtude.


kids modestyA Santa Igreja conhece a nossa natureza caída e sabe que sem uma uniformidade – dada por ela – cada um pensaria o que quisesse. Por isso, ela começa a Instrução dizendo que esse critério serve para “que a uniformidade no entendimento (referente à modéstia) prevaleça”.


Como não ver nessa Instrução um ato de amor infinito por nós, que facilmente somos levadas pela tirania da moda mundana e que torpemente usamos nossos corpos como ocasião de queda para nossos irmãos? Como colocá-la para escanteio, como se nada fosse,para justificar nossos shorts, minissaias, leggins, calças e regatas? Como menosprezar, sem medo de perder a alma, documentos que devem ser lidos de joelhos perante o Santíssimo Sacramento, depois de uma boa confissão por nossa parte? Como, enfim, não ver que a moda do mundo tem milhões no seu exército enquanto a Virgem Imaculada tem tão poucas em Sua Milícia? É hora de as mulheres católicas, começando por mim e por você, escutarem o apelo de Deus e se transformarem em ícones de modéstia.


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 [5] “Para que a uniformidade no entendimento prevaleça… recordamos que um vestido não pode ser chamado de decente se é cortado mais que a largura de dois dedos sob a cova da garganta, se não cobre os braços pelo menos até os cotovelos, e se mal chega até um pouco abaixo dos joelhos. Além disso, os vestidos de materiais transparentes são impróprios.”


Que desgraçada será uma geração de mulheres católicas que fazem de tudo para ganhar o olhar do outro, mas não fazem o mesmo esforço para agradar a Deus e edificar o próximo com sua maneira de vestir – apesar da exigência da Igreja. [6]


São aqueles típicos mornos que querem saber o mínimo necessário para não serem condenados ao inferno e não aniquilam a si mesmos – como fazem os santos – pelo ideal de perfeição a que o Pai os chama. Que terrível essa escravidão e cegueira. Não, Viviane, não acredito que você esteja nesse meio. Acredito que você está chamada a combater tal apatia e a lutar pelo ideal!


princesa e modestiaVamos ser filhas dóceis da Igreja. Vamos deixar que esse critério dado por nossa Mãe nos una, jamais que nos divida. Vamos unir nossos talentos para despertar a todos da cegueira condenada pelo Papa Bento XV na Encíclica Sacra Propediem:


 “Não podemos deixar de condenar a cegueira de quantas mulheres de todas as idades e condição; feitas tontas pelo desejo de agradar, elas não veem a que nível a indecência de suas vestes choca a todo homem honesto e ofende a Deus. A maioria delas teriam, em outras épocas, se envergonhado com esses estilos por grave falta contra a modéstia Cristã”.



Essa cegueira se nota particularmente no uso da calça. É uma peça que, quando a usamos por muitos anos, se torna um enorme obstáculo largá-la. Então buscamos justificações para continuar usando-a. Quando eu comecei a usar só saia, passou algum tempo e eu me tornei babá. Então me autojustifiquei dizendo que, sendo babá, não tinha condição de ficar usando só saia, pois ia me sentar no chão, brincar com as crianças nos parques, etc. Decidi então voltar a usar calça e sempre colocava um moletom amarrado na cintura para “disfarçar” aquilo que a calça queria ressaltar. Estava me enganando, mas acreditava que estava certa. O que me fez mudar de ideia e ver que eu estava errada? Ter encontrado uma irmã em Cristo que, sendo babá como eu, não moldou a modéstia ao seu gosto, mas continuou firme em seu propósito de usar só saias modestas e me ensinou a me comportar como uma lady, de saia modesta, também sendo babá.


Por isso vejo que aquelas pessoas que usam o texto de Dom Estevão para defender a calça estão tentando se autojustificar, modelando o sentido do texto ao seu gosto. Se o lemos com reta intenção, o próprio texto é contra a calça tal como ela é fabricada e usada pelas mulheres hoje. Analisemo-lo:


 “Uma veste deverá ser tida como imoral se provocadora ou excitante de concupiscência: assim toda roupa que deixe descobertas ou faça transparecer ou ponha em evidência partes sexuais ou erógenas do corpo humano torna-se, via de regra, excitante. Por isso deve ser banida como imodesta e imoral.”


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[6] Papa Bento XV: “Apressemo-nos, ao contrário, em alegrar-nos pelo propósito que foi feito de garantir que a mulher católica sinta, além do dever de ser irrepreensível, o dever de mostrar-se tal em seu estilo de vestir. Tal propósito manifesta a necessidade do bom exemplo que deve dar a mulher católica; e oh! quão grave, quão urgente é o dever de repudiar os exageros da moda! Isso surge da corrupção dos seus inventores, dando uma contribuição fatal para a grande corrupção geral dos costumes!”



Bom, se olhando para as calças dos anos ‘80 Dom Estevão disse que elas não costumam “excitar nem seduzir para o mal”, ele não diria o mesmo olhando para a moda a partir dos anos ‘90, década a partir da qual a calça foi usada justamente para chamar atenção para as partes íntimas da mulher. Com lycra, com manchas brancas nas nádegas, com brilhos nos bolsos etc., as calças hoje são totalmente imodestas, e suas propagandas as mais pornográficas do mercado. Veja na história da calça como eram as primeiras propagandas da Levis e as últimas e terá ideia do que estou escrevendo. Portanto, se conseguimos olhar para a moda atual das calças, sem o apego a elas, vamos bani-las do nosso guarda-roupa, em nome do que diz o próprio Dom Estevão nesse trecho.


Por último, Dom Estevão afirma – tendo presente a calça que estava na moda quando escreveu que “tal traje é muitas vezes mais decente do que certos vestidos ou saias”. De fato a calça larga, – raríssima de se ver hoje – é mais decente do que minissaias ou vestidos que mal cobrem a coxa. No entanto, neste ponto, devemos docilmente recorrer à Notificação do Cardeal Siri, que explica como esse raciocínio não justifica a permissão para o uso da calça, pois existem outras razões pelas quais ela deve ser condenada.


Enquanto Dom Estevão fala a favor da calça, tendo como referência a calça “frouxa” dos anos ‘80, o Cardeal Siri vai além, falando da calça como tal – independente da moda ou do estilo dela. Ele esclarece que o problema mais grave da calça não é o de ela cobrir ou não o corpo mais do que uma saia imodesta, e sim nestes três outros aspectos:


“O uso de vestes masculinas por parte das mulheres afeta primeiramente à própria mulher, causado pela mudança da psicologia feminina própria da mulher; em segundo lugar afeta a mulher como esposa do seu marido, por tender a viciar a relação entres os sexos; e em terceiro lugar como mãe de suas crianças, ferindo sua dignidade ante seus olhos”.


Ao contrário da resposta do Dom Estevão, que limitou no tempo sua resposta ao falar das calças que ele via – calças frouxas que não eram feitas “para excitar a concupiscência ou evidenciar partes erógenas” (que não é o caso das calças a partir da década de ‘90), a Notificação do Cardeal Siri tem mais valor à medida que passam os anos, por não depender da moda, e sim da veste em si. À medida que a calça se torna mais imodesta, a constatação que o Cardeal fez em 1960 é simplesmente atualíssima, porque o que ele vislumbrou se tornou uma trágica realidade:


“Quando vemos uma mulher de calça, nós deveríamos pensar não tanto nela, mas em toda a humanidade, de como será quando todas as mulheres se masculinizem. Ninguém ganhará ao tratar de levar a cabo uma futura época de imprecisão, ambiguidade, imperfeição e, em uma palavra, monstruosidades.”


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Descartar a Instrução do Vigário do Papa, a Notificação do Cardeal, a advertência exigente e radical de São Pio de Pietrelcina e tantas outras evidências sobre a calça só é possível quando a cegueira do apego a essa peça se tornou maior que o amor à virtude, impossibilitando ver a monstruosidade em que literalmente esta geração está imersa. De fato, por causa da natureza caída, a moda “pode ser transformada em ocasião de pecado e escândalo” e ela está sendo, com a terrível omissão de muitas mulheres católicas, e, entre elas, rogo à Virgem Maria que não esteja você.


3. “Por quê os jovens católicos, até os mais devotos, desconhecem por completo tais especificações de modéstia, a ponto de jamais terem ouvido falar delas?”


Resposta M&M: Porque nós, católicos, somos lentos para obedecer à Igreja e pregar o Evangelho. Não é apenas no campo da modéstia, mas em tantos outros que a Doutrina da Igreja parece ser um tesouro escondido a que poucos têm acesso. Porém, no campo da modéstia, satanás parece querer tomar a ruína das almas para si, pois ele faz de tudo para que as mulheres não sejam  libertadas da cegueira em relação à moda tal como está explicitado neste plano da maçonaria[7]:


“A religião não teme a ponta da adaga, mas pode desaparecer sob a corrupção. Não vamos nos cansar de corrupção: nós podemos usar um pretexto, como o desporto, a higiene, os recursos da saúde. É necessário corromper, que nossos meninos e meninas pratiquem o nudismo no vestuário. Para evitar muita reação, se teria que avançar de forma metódica: primeiro despir-se até ao cotovelo e, depois, até os joelhos, depois braços e pernas completamente descobertos, mais tarde, a parte superior do tórax, os ombros, etc. etc.”


40-rc-frame-vocacao-religiosa Por isso, a pergunta que devemos fazer deve ser inspirada pela maneira de pensar e agir dos santos e seria esta: como eu posso fazer para divulgar esta mensagem tão importante?


Viviane, enquanto o Cristianismo reinava na sociedade, a veste da mulher sempre foi decente. A maior e mais trágica mudança aconteceu a partir do século XIX, quando o plano da maçonaria[8] saiu do papel para se tornar realidade. Veja que o nu sempre foi motivo de humilhação, enquanto o corpo coberto era sempre sinal de sua altíssima dignidade – começando pela túnica com que Deus cobriu Adão e Eva. Hoje já não existe diferença entre a roupa provocativa da prostituta e da moda usada pela mulher católica em geral, que desconhece a ação maléfica do seu veneno:


“Queremos insistir de uma maneira especial, porque, por um lado, sabemos que certos estilos de vestuário que estão começando a ser aceitos pelas mulheres são provocadores do mal, e, por outro, nos causa espanto ver que quem favorece o veneno parece ignorar a sua ação maléfica, e quem incendeia a casa parece ignorar a força destruidora do fogo. Mas somente a suposição de tal ignorância torna explicável a infeliz extensão que teve em nossos dias uma moda tão contrária àquela modéstia que deveria ser o mais belo ornamento da mulher Cristã. Se ela se desse conta do que estava fazendo, dificilmente poderia chegar ao ponto de entrar na igreja indecentemente vestida e  apresentar-se àqueles que são os naturais e mais credenciados mestres da moral Cristã.” Papa Bento XV.


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[7] International Review on Freemasonry, 1928.Cf. Dressing with Dignity, Callon Hallmond

[8] Idem



4.  “Se as especificações de modéstia do Cardeal Pompili tivessem a relevância que você diz para as católicas de hoje, seria a Igreja tão irresponsável e incompetente a ponto de não reafirmá-las ou atualizá-las, ao longo de 80 anos?”


Hão de vir umas modas que hão de ofender muito a Nosso Senhor. As pessoas que servem a Deus não devem andar com a moda. A Igreja não tem modas. Nosso Senhor é sempre o mesmo.” Nossa Senhora a Jacinta, 1917.


Resposta M&M: Viviane, podemos ficar tranquilas pois a Igreja já disse tudo o que precisamos para viver a our_lady_childrenmodéstia e nada irá mudar na sua essência. Como a modéstia na veste se fundamenta na natureza humana, então não é preciso que a Igreja a atualize, e sim é preciso que a pratiquemos. As modas vão e vêm, mas o corpo feminino jamais mudará; por isso, o que a Igreja já disse será sempre válido, e não podemos nos refugiar em um falso conceito de “cultura”, para permitir a imodéstia. No entanto, olhando para a história, parece que esses Documentos da Santa Igreja sobre modéstia sofreram, sim, uma “conspiração de silêncio”, segundo o Padre Kunkel, o sacerdote que iniciou nos EUA a Cruzada pela Pureza, pedida por Pio XII. Indico a leitura deste Guia Mariano sobre esse tema.


Acredito que devemos colocar o joelho no chão e fazer um profundo exame de consciência e nos interrogar: não somos nós, eu e você, as incompetentes e irresponsáveis?


Somos incompetentes porque, com tantos meios de estudo e formação a nosso favor, se consegue criar 100 grupos, cada um seguindo um critério subjetivo e, portanto, diferente de modéstia, quase elevado a “dogma” pela estilista de plantão de cada blog. E somos irresponsáveis porque damos escândalo com essa nossa desunião. Será que os grupos que trabalham a favor da modéstia não poderiam obedecer a uma simples norma, norma que é o mínimo de modéstia exigido pelo bom senso de uma católica? Não seria sinal de irreverência com o ensino da Igreja esse caos virtual que presenciamos, que faz tanto mal para as almas?


Um sinal de que estamos no bom caminho no Apostolado da Modéstia é quando enfrentamos muitas resistências, como qualquer coisa que façamos para Deus, tal como nos ensina o Papa Pio XII:


“A vida do homem na terra, mesmo na época cristã, permanece sempre uma guerra. Temos que salvar nossas almas e as almas dos nossos irmãos. Hoje, o perigo é certamente maior, porque os meios de excitar as paixões, anteriormente muito restritos, multiplicaram-se enormemente… Não é verdade que está aí para todo o mundo ver uma moda que é tão exagerada a ponto de dificilmente ser adequada a uma garota cristã?”


 “Não é à toa que seu trabalho, que luta por introduzir estilos morais, é chamado uma ‘batalha’. Qualquer empreendimento que trata de devolver ao espírito seu domínio sobre a matéria encontra a batalha da mesma forma.”




 4Viviane, se você acha difícil lutar pelo ideal agora comece então pelo critério mínimo: comece com uma saia e uma blusa modesta para ir à Santa Missa, ou com um vestido modesto. Ali onde está presente na Santíssima Eucaristia o Autor da Pureza imploremos-Lhe o dom de ver como Ele vê e de amar o que Ele ama. O início da nossa caminhada na modéstia é uma experiência fascinante, maravilhosa, celeste. Não tenhamos medo de começar!


Convido você e seus leitores a entrarem neste campo de batalha, que tem adiante a Imaculada.


Deixemos a desorientação e a desunião para aqueles que não conhecem e não amam a Nosso Senhor. Coloquemos de fato a modéstia nas nossas orações e veremos cair as escamas, e receberemos com muita gratidão e reverência o autêntico critério da veste feminina, critério que só Deus pode nos dar, através de Santa Igreja.


Que a Virgem nos ilumine para não desistir de trilhar o caminho dessa virtude. Reze por mim, e eu estou rezando por você.


Em Cristo e Maria,


Julie Maria


 

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