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Plano divino para a mulher

Por Julie Maria


Alguns pontos para enterdermos a vocação da mulher no plano de Deus com citações do Magistério da Igreja:


1. “A Revelação cristã conhece dois modos específicos de realizar a vocação da pessoa humana na sua totalidade ao amor: o Matrimônio e a Virgindade. Quer um quer outro, na sua respectiva forma própria, são uma concretização da verdade mais profunda do homem, do seu «ser à imagem de Deus».”[1]


2. Para as mulheres chamados a viver a vocação matrimonial, São Paulo resume o que ela deve fazer:


“Quero, pois, que as viúvas jovens se casem, cumpram os deveres de mãe e cuidem do próprio lar, para não dar a ninguém ensejo de crítica” e acrescenta: “Algumas já se perverteram, para irem após Satanás.” (1 Tm 5, 14-15)


3. O Santo Padre Pio XII [2] explica tal vocação e os problemas modernos que a mulher enfrenta para viver sua vocação de esposa e mãe:


“Em um como em outro estado [matrimônio ou vida religiosa] o dever da mulher aparece nitidamente traçado pelos lineamentos, pelas atitudes, pelas faculdades peculiares ao seu sexo. Colabora com o homem, mas no modo que lhe é próprio, segundo sua natural tendência. Ora, o ofício da mulher, sua maneira, sua inclinação inata, é a maternidade. Toda mulher é destinada a ser mãe; mãe no sentido físico da palavra, ou em um significado mais espiritual e elevado, mas não menos real.


Que desde muito tempo os acontecimentos públicos tenham-se desenvolvido de modo não favorável ao bem real da família e da mulher é um fato inegável. E para a mulher, voltam-se vários movimentos políticos, para ganhá-la à sua causa. Alguns sistemas totalitários colocam diante de seus olhos magníficas promessas; igualdade de direitos com os homens, proteção das gestantes e das parturientes, cozinha e outros serviços públicos comuns que libertarão do peso das obrigações domésticas. […] Permanece, porém, o ponto essencial da questão, a que já acenamos: a condição da mulher com isto se tornou melhor? A igualdade de direitos com o homem, trazendo o abandono da casa onde ela era Rainha, sujeita a mulher ao mesmo peso e tempo de trabalho. Desprestigiou-se a sua verdadeira dignidade e o sólido fundamento de todos seus direitos, quer dizer, perdeu-se de vista o fim desejado pelo Criador para o bem da sociedade humana e sobretudo pela família. Nas concessões feitas à mulher é fácil de perceber, mais que o respeito de sua dignidade e de sua missão, a mira de promover a potência econômica e militar do Estado totalitário, do qual tudo deve inexoravelmente ser subordinado.


[…]


Observemos a realidade das coisas.


Eis a mulher que, para aumentar o salário do marido, vai ela também trabalhar na fábrica, deixando durante sua ausência a casa no abandono, e esta, talvez já suja e pequena, torna-se também mais miserável pela falta de cuidado; os membros da família trabalham cada um separadamente, nos quatro ângulos da cidade e em horas diversas: quase nunca se encontram juntos, nem para o jantar, nem para o repouso depois das fadigas do dia, ainda menos para as orações em comum. Que permanece da vida de família? E quais atrativos que podem ser oferecidos aos filhos?


A estas penosas conseqüências da falta da mulher e da mãe no lar, ajunta-se outra ainda mais deplorável: ela diz respeito à educação, sobretudo da jovem e sua preparação para a vida real. Habituada a ver a mãe sempre fora de casa e a própria casa tão triste no seu abandono, ela será incapaz de encontrar aí qualquer fascínio, não provará o mínimo gosto pelas austeras ocupações domesticas, não saberá compreender a nobreza e a beleza das mesmas, nem desejará um dia dedicar-se a isso, como esposa e mãe.”


4. O primeiro bem do Matrimônio: os filhos


“Entre os benefícios do matrimônio ocupa, portanto, o primeiro lugar a prole. Em verdade, o próprio Criador do gênero humano, o qual, em sua bondade, quis servir-se do ministério dos homens para a propagação da vida, nos deu este ensino quando, no paraíso terrestre, instituindo o matrimônio, disse aos nossos primeiros pais e, neles, a todos os futuros esposos: “crescei a multiplicai-vos e enchei a terra”. (Gen 1, 28). Esta mesma verdade a deduz brilhantemente Santo Agostinho das palavras do Apóstolo S. Paulo a Timóteo (1 Tim 5, 14), dizendo: “que a procriação dos filhos seja a razão do matrimônio o Apóstolo o testemunha nestes termos: eu quero que as jovens se casem. E, como se lhe dissessem: mas por quê?, logo acrescenta: para procriarem filhos, para serem mães de família”. (S. Agost. De bono conj. cap. XXIV, n. 32).[3]


5. Diferença dos sexos e diferença das missões dada ao homem e à mulher nas palavras do Santo Papa Pio XII:


 “Se ao vosso marido e ao seu trabalho cabe procurar e estabelecer a vida do lar, a vós e ao vosso cuidado cabe ajustar o conveniente bem-estar e providenciar a pacífica serenidade comum de vossas duas vidas. Isto é para vós não somente uma obrigação de natureza, mas também um dever religioso e uma obrigação da virtude cristã, para o vigor de cujos atos e de cujos méritos vós crescereis no amor e na graça de Deus.”[4]


6. O Papa JPII falando às obreras de uma indústria em 1987 ensina:


“A mulher, como ensina a experiência, é sobretudo o coração da comunidade familiar. Ela é que dá a vida, e é a primeira educadora, obviamente sustentada pelo marido, e compartilhando sistematicamente com ele todo o àmbito dos deveres educativos dos pais. No entanto, se sabe que o organismo humano deixa de viver quando deixa de funcionar o coração. A analogia é bastante transparente. Não pode faltar na família aquela que “hace las veces” de coração.


Isso quer dizer que a mulher não deveria trabalhar professionalmente? O ensino social da Igreja pede, em primeiro lugar que seja plenamente apreciado como trabalho tudo o que a mulher faz em casa, toda sua atividade como mãe e educadora. Este é um trabalho importante. Tão importante trabalho não pode ser socialmente desprezado, deve ser constantemente revalorizado, se a sociedade não quer atuar ferindo a si mesma.


E, por sua vez, o trabalho profissional das mulheres deve ser tratado, sempre e em todos os lugares, com referência explícita em quanto brota da vocação da mulher como esposa e mãe de família.


(…) Essa missão natural da mulher-mãe é com frequencia colocada em dúvida por posições que acentuam sobre tudo os direitos sociais da mulher. Às vezes, se contempla seu trabalho profissional como promocação social, e a dedicação total aos problemas da família e da educação dos filhos se considera uma renúncia ao desenvolvimento da própria personalidade, um retrocesso.


É verdade que a igual dignidade do homem e da mulher justificam plenamente o aceso da mulher aos cargos públicos. No entanto, uma verdadeira promoção da mulher exige da sociedade o particular reconhecimento das tarefas maternas e familiares, dado que constituem um valor superior em relação às demais tarefas públicas.


(…)


Os filhos tem especial necessidade da dedicação materna para poder crescer como pessoas responsáveis, religiosa e moralmente maduras, e psicologicamente equilibradas. O bem da família é tão grande que requer com urgência da sociedade de hoje, em todos os lugartes do mundo, uma revalorização das tarefas maternas no campo da promoção social da mulher”.[5]


7. Santa Gianna: santa mãe


Santa Gianna foi uma grande médica católica mas foi por sua vocação como mãe e pelo sacrifício que fez pela filha é que ela foi colocada como exemplo para todos nós e santificada pela Igreja como definiu Paulo VI: “uma jovem mãe da Diocese de Milão que, para dar a vida à sua filha sacrificava, com meditada imolação, a própria”.[6]


 






[1] http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/apost_exhortations/documents/hf_jp-ii_exh_19811122_familiaris-consortio_po.html




[2] http://modaemodestia.com.br/index.php/igreja/magisterio/vocacaodamulher





[4] http://modaemodestia.com.br/index.php/igreja/magisterio/a-esposa-e-mae-sol-do-lar-domestico



[6]http://www.vatican.va/news_services/liturgy/saints/ns_lit_doc_20040516_beretta-molla_it.html (tradução nossa)

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