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Licença, sou mãe

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Por Julie Maria


Quando achamos que é bom, sadio, louvável e natural que a mãe de um bebê de 6 meses saia de sua casa para passar 8 horas longe do seu filhos é sinal de que estamos beirando a loucura.


Conseguiram fazer acreditar que a libertação e a realização da mulher estaria fora de seu lar e o plano de Deus para ela é justamente que ela se salve pela maternidade, missão que exige dela uma permanência quase absoluta em seu lar.




Estamos numa época que ser mãe é quase uma morte. Quando uma mulher é promovida onde ela trabalha, se comemora, mas quando ela diz que terá um filho já não se sabe qual será a reação das pessoas.



Com a mentalidade moderna, o filho virou um peso e por isso a casa já não é mais “o lar”: virou uma prisão. Só numa sociedade que rejeita a maternidade foi possível instaurar verdadeiros “apertamentos” onde mal entra uma pessoa, muito menos se vive uma família de 3, 4  ou mais filhos. O cachorro na sociedade é bem vindo, o filho não.


Só quando a maternidade voltar a ser valorizada é que conseguiremos perceber a loucura de uma mãe ter que deixar o seu bebê para ir trabalhar fora de sua casa. Estamos num círculo vicioso e demoníaco onde o bebê é cuidado por qualquer um, menos pela mãe. A mãe deve sair de sua casa, passar o dia inteiro fora para ter o dinheiro para pagar a babá, a empregada, a creche, etc. que cuida do seu filho. Que contradição!


O nome “Licença Maternidade” se encaixa muito bem, já que a mulher está pedindo uma licença pra ser mãe… por seis meses.  Não existe bebê de 6 meses, 12 meses, 24 meses ou crianças de 3 anos, 6 anos, 10 anos que cresça de modo saudável estando longe da mãe na maior parte do dia. Isso nunca terá bons resultados. A licença da maternidade é vista como algo bom, mas na verdade ela demonstra que algo está muito errado: ela demonstra que as mães estão tendo que deixar seus bebês de 6 meses nas mãos de terceiros e isso seria inadmissível se soubéssemos que a educação e o cuidado da criança, em primeiro lugar, cabe à mãe e que não são 6 meses que faz o bebê se tornar uma pessoa madura para poder ficar longe da mãe. São necessários vários anos para se educar uma pessoa, mas parece que queremos esquecer disso.




Mas tem alguém que não se esqueceu disso: o Estado quer “cuidar” dos nossos filhos, desde o nascimento (creches)* até a maioridade (faculdades marxistas). Ai de você se quiser alfabetizar seu filho de 6 anos em sua casa: você irá preso. Escola em casa é uma afronta para um estado totalitário que quer adestrar a todos, sem diferençar idade nem sexo, segundo sua ideologia perversa e depravando as crianças com seus kit’s gays.



A nossa geração se gaba de conquistar tantas liberdades, mas não tem uma das principais: a liberdade de educar seu filho em sua casa. O Estado quer ser o pai, o “pai de todos”, e quer tirar toda autoridade dos verdadeiros pais. É fácil para este Estado ateu manipular as mães que não sofrem por deixarem seus bebês com outros e acham que é mais importante o trabalho que elas fazem nos seus empregos do que em suas casas. Mas não deveria ser fácil manipular as mães cristãs. Se tivéssemos mães cristãs dispostas a educar seus filhos até mais tarde em suas casas este Estado não teria um pingo de poder sobre nossas famílias. Mas a apatia reina entre nós e enquanto isso perdemos nossos filhos.


* De acordo com o PNE, até 2022 os Municípios deverão matricular 50% da população de 0 a 3 anos na creche. Fonte aqui.


Se a geração dos nossos pais foi conhecida pela rebeldia, a nossa será conhecida pela apatia. A licença maternidade deveria ser uma exceção porque deveria ser exceção uma mãe que trabalhasse fora do seu lar.


Infelizmente muitas mulheres têm que trabalhar porque o salário do esposo não consegue sustentar a família ou porque são mães solteiras, mas isso acontece hoje em grande escala só porque, num certo momento, foi visto como algo muito bom que a mulher deixasse sua casa, seu esposo, seus filhos e fosse ser qualquer coisa, menos mãe. Chegamos numa situação tão deplorável que muitas mulheres sentem vergonha de serem “dona de casa”, mas sentem orgulho de limpar o chão do supermercado como funcionárias.




Varrer o chão é um trabalho importante em qualquer lugar, mas por que a mulher que varre o chão de sua casa parece ter menos valor que aquela que sai de sua casa e varre o chão do supermercado onde trabalha? Até porque no mercado você tem que muitas vezes agüentar um chefe ignorante, e na sua casa você é a dona.



Enquanto seguirmos a cartilha comunista não há chance de melhorar nossa sociedade. Mas enquanto tivermos uma mãe que compreenda sua missão, há esperança.


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