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Quantos filhos você quer ter?

Estamos vivendo numa sociedade tão contrária ao Evangelho da Vida que muitos  católicos – e especialmente as mulheres católicas – não conseguem compreender os princípios mais elementares do plano de Deus para a família.

A mulher que todo mês toma a pílula não precisa se justificar frente a ninguém. Parece que tomar pílula se tornou sinônimo de “responsável” e a mulher que decide ser mãe, e especialmente ser mãe de muitos filhos, é sem piedade chamada de “irresponsável”.


Todas as palavras usadas para se referir á gravidez são negativas:

Risco de gravidez; Suspeita de gravidez; Fantasma da gravidez; Perigo da gravidez;  Deslize da gravidez;  Erro da gravidez, etc.


Ficar grávida parece a maior loucura, uma verdadeira insensatez, uma barbárie, um ato contra o planeta. E quando se tem um filho no colo e se espera outro, aí a mulher deve ser colocada em um hospício mesmo!


Escutamos de católicos frases como esta – “a Igreja não deixa usar pílula” – como se a Igreja fosse uma autoritária que vive no mundo da lua e não sabe da realidade das mulheres e quanto custa criar um filho! Muito pelo contrario, a Igreja sabe da realidade das mulheres, das famílias e do planeta e tem autoridade de Deus para ensinar como agrada a Ele antes que aos homens.


“Usufruir do dom do amor conjugal, respeitando as leis do processo generativo, significa reconhecer-se não árbitros das fontes da vida humana, mas tão somente administradores dos desígnios estabelecidos pelo Criador. De fato, assim como o homem não tem um domínio ilimitado sobre o próprio corpo em geral, também o não tem, com particular razão, sobre as suas faculdades geradoras enquanto tais, por motivo da sua ordenação intrínseca para suscitar a vida, da qual Deus é princípio.HV,13


Não se trata de obedecer a uma lei arbitrária e sim compreender que Deus, quando criou o homem e a mulher e os chamou a união conjugal, lhes deu limites que são facilmente reconhecidos quando ambos aceitam que são criaturas, que devem servir ao Criador e que nisso está a sua autêntica felicidade.


Mas quantos querem de fato agradar a Deus? Quantos estão dispostos a fazer sacrifícios pelo bem maior de uma família numerosa? Quantas de fato vivem a paternidade como um presente?


A realidade das mulheres hoje é triste. Muitas usam a pílula pensando que são livres, que estão fazendo dos seus corpos o que desejam e no fundo são escravas. Só a castidade permite que a pessoa seja livre. A pílula supõe, não o auto-dominio mas a sua falta, e por isso é escravizante. A pílula supõe que o casal deva ter relações sexuais por anos a fio sem jamais cogitar numa família, e muito menos numa família numerosa. A pílula supõe que a fertilidade é um inimigo a ser derrotado e não uma bênção a ser vivida.


A mulher católica que usa a pílula deve aprender a visão de Deus sobre si mesma , sobre o matrimonio e sobre a família antes de se limitar a repetir os slogans em voga nesta sociedade neo-pagã. A mulher católica precisa remar contra o mundo, contra a mentalidade pró-aborto e ser uma luz no meio da escuridão.


Mais do que nunca, “dar a luz” é de fato ser luz nas trevas.


Logo que acolhemos a vida, e a família numerosa como uma grande dádiva, somos cobertos de perguntas sobre a nossa “condição para se ter tantos filhos”. Ah se cada mulher que fosse ao shopping fosse interrogada se ela tem mesmo “condição de comprar” o que ela irá comprar… quantas iriam se envergonhar, pois na verdade não se tem condição, mas se cria a condição.


E porque que para gerar vida, que não tem comparação com nenhuma bolsa ou sapato, tantos interrogatórios e olhares suspeitos aparecem? Ah, dizem os sábios deste mundo, é preciso ter condição financeira para ter tantos filhos! Viver custa! E no entanto quantos destes cogitam viver numa casa mais simples ou ter menos conforto material para dar lugar a mais uma vida? No entanto, o casal católico deveria estar disposto a isso, se for necessário, para dar lugar a mais uma vida. A vida foi redimida por Cristo, não o sapato do shopping.


Se não é pecado lutar por uma vida cada vez mais digna para si e para os filhos é pecado querer ter uma vida financeira “perfeitamente estável” para começar a se pensar em ter filhos. Talvez você não tivesse nascido se seus pais pensassem assim. É preciso ter em mente que nesta terra a santificação dos esposos passa sim, pelas provações que a família atravessa e não pelas comodidades vividas.


Existe uma idéia tão difundida que o casal pobre que tem 6 filhos é pobre porque a mulher não tem “instrução e ir no Posto de Saúde pegar a pílula para tomar”, enquanto que o casal da classe média é super inteligente em ter no máximo dois filhos, pois ela “se cuida” para não engravidar. Será que o problema está mesmo na conta bancária ou na capacidade de corresponder a Deus com generosidade, sendo pobres ou ricos?


Contrariando a neura da sociedade atual de condenar a qualquer um que queira gerar filhos, a Igreja é porta-voz de Deus ao proclamar:


“Não tenham medo da quantidade dos seus filhos e filhas. Pelo contrário, reze à Providência para eles, para que vocês possam criá-los e educá-los em seus benefícios e para a glória da sua pátria aqui na terra, e aquela do céu”.


Quantos casais precisam urgentemente de escutar estas palavras: “Não tenham medo da quantidade dos seus filhos e filhas. Pelo contrário, reze à Providência para eles…”


Infelizmente, em vez disso, muitos dos católicos para sua própria perdição tem no seu coração o pensamento de uma das maiores abortistas do mundo, a Sr. Margareth Sanger, que disse:   “O mal mais grave do nosso tempo é o encorajamento de trazer ao mundo famílias numerosas. A prática mais imoral dos dias atuais é procriar muitas crianças… A imoralidade de famílias numerosas não traz prejuízo somente para os membros destas famílias mas traz prejuízo para toda a sociedade”.


Gerar e educar vida humana é o ato que Deus confiou ao casal. É um grande dom que satanás, homicida desde o principio, quer arrancar dos nossos corações. A família católica esta no centro deste jogo. Ou ela se abre para o plano de Deus ou satanás, com suas armadilhas, vai pouco a pouco tomando conta do seu coração. Precisamos de casais que façam tudo que esteja ao seu alcance para ter filhos e não para evitá-los!


A mulher que deveria sentir vergonha é a que usa a pílula. Ela deve sentir vergonha e querer sair desta forma de viver a sexualidade que não lhe permite viver o plano de Deus. A mulher que decide ser mãe, e mãe de muitos filhos, deve ser louvada como corajosa – mas não no sentido perjorativo que tantas vezes escutamos – mas no sentido mais nobre da palavra: ela foi corajosa porque decidiu, entre tantas opiniões contrárias, seguir a voz de Deus e terá sua recompensa por isso. Como a mães dos macabeus, que ela seja recompensada quando ver ser filhos sendo mártires para a glória de Deus pois soube educá-los não para este mundo que passa mas para a eternidade.

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