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Crianças Impuras

Por Andrea Patrícia


Os olhos acostumam-se com aquilo que vêem. Se nós vemos coisas feias por muito tempo, se essas coisas são colocadas para nós como sendo na verdade belas, terminamos por aceitá-las, mas nunca poderemos ficar realmente satisfeitos vivendo desta maneira. Sempre algo vai incomodar, lá no fundo da alma, vai tentar avisar que a verdade é outra, que aquela vida de feiúra não é a vida real.


Vejo crianças hoje que são criadas acostumadas a pensar que tal ou qual roupa ou comportamento é bom, quando na verdade não são. Desde muito pequenas são acostumadas a falar, andar, vestir, de forma indigna de uma criatura criada à Imagem e Semelhança de Deus. Crescem acreditando que o que aprenderam é válido e faz bem, mas não compreendem que tais modos e costumes maus terminam por afastá-las do bom caminho.


 Muitas dessas crianças crescem e se envolvem com pessoas e em situações difíceis porque não tiveram limites estabelecidos claramente, porque não foram ensinadas a valorizar a si mesmas. Como sempre viveram mostrando muito de sua intimidade – no linguajar, nas roupas, nos modos – elas não aprenderam a resguardar sua alma de forma a se prevenir dos ataques do mundo, dos ataques do Inimigo. Seus olhos, janelas da alma, deixaram todo tipo de impureza passar, sem nenhum filtro.


 Os exemplos que tiveram foram os piores: seus pais imodestos deixavam entrar em seus lares os programas mais torpes, as linguagens mais imundas, os pensamentos mais vis.


 Na escola os coleguinhas viviam o mesmo drama e os professores já sem autoridade, deixavam passar os maus comportamentos, fazendo vistas grossas ou tentando ajudar os alunos, mas sem sucesso, pois os próprios pais impediam alguma boa educação.


 Na igreja… que igreja? Muitas vezes esses pais criaram seus filhos longe da religião, ou freqüentando comunidades tão fracas na fé, tão permissivas e relativistas, que nada pôde mudar realmente.


 Que fazer? Como reeducar estas crianças?


 Creio que é urgente uma revisão sobre a vida que estamos levando, em todos os níveis. As crianças estão sendo atingidas brutalmente por todo tipo de impureza, e não têm quem as defenda, pois são os próprios adultos que, em vez de protegê-las, jogam-nas aos leões famintos que nunca se cansam de buscar mais vítimas.


 É necessário pensar em maneiras de reeducar estas crianças, de fazê-las perceber a sua dignidade, o quanto elas valem realmente, não por si mesmas – ou por sentimentalismo paternal -, mas porque foram criadas à Imagem e Semelhança de Deus.


 Em um primeiro momento é urgente purificar a vista! Nossos olhos estão inundados pelas águas lodosas do vício e precisamos deixar nossas almas respirarem. Nossas almas estão sufocadas com tanta sujeira, com tanto descaso pela vida, pela dignidade humana, pelo que é mais sagrado!


 Temos que redescobrir os modelos de virtude e mostrar às crianças que existe muito mais do que apresentadoras infantis vestidas como “damas da noite”, muito mais do que brinquedos caros e músicas obscenas.


 É dever de cada um buscar já ambientes sadios para suas crianças. Ambientes livres da imoralidade reinante na programação diária da televisão. Ambientes onde as almas possam respirar, onde tenham a liberdade verdadeira: a de se voltar para a luz que vem do Céu, pois não há maior liberdade do que fazer a vontade de Deus.


 Não adianta reclamar que as crianças estão rebeldes e não ensiná-las colocando limites. Não adianta querer que elas não vivam de forma promíscua e deixar que se vistam com pedacinhos de pano que mal cobrem suas partes e ainda achar isso bonito. Não adianta querer que sejam boas pessoas negligenciando em ensinar o que é bom e pior ainda, ensinando o que é mau.


 Que nossas crianças possam ser purificadas e que tenham a chance de amanhã serem adultos responsáveis e defensores da vida, da dignidade do ser humano. Precisamos agir para que isso aconteça. E os primeiros responsáveis que devem agir são os pais. Acordemos, antes que esta geração seja totalmente manipulada como simples produtos e entregue aos seus instintos mais baixos por culpa daqueles que são chamados por Deus a formar santos.


 


 


 


 


 


 

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