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A imagem de mulher-objeto



É muito cansativo olhar revistas femininas mundanas. As propagandas são tão falsas que, uma vez libertadas desta imagem falsificada que nos querem impor [e dizem que a razão última para isso é a …  razão econômica, pois como as indústrias venderão seus produtos se a mulher “alcançar” este ideal-patético que nos vendem com seus photoshops?], simplesmente tomamos repugnância destas publicidades. Mas a verdade é que elas estão aí, em toda esquina, em sites e lojas, intoxicando todo o ar moral da sociedade. Quando iremos despertar para reconhecer a esplêndida beleza criada por Deus para cada mulher, para cada idade, para cada etapa que estamos chamadas a viver como filhas de Deus? Este texto de Mikel Gotzon Santamaria Garaia é curto e muito valioso! Meditemos e arranquemos de nossos corações – com a graça de Deus – esta imagem deformanda e no seu lugar coloquemos a imago Dei, aquela que Deus desenhou especialmente para cada uma de nós!


Por Mikel Gotzon santamaria Garaia – Adaptado por Andrea Patrícia


 


Imagem da publicidade hoje: mulheres sempre sensuais e solteiras. Objetos para consumo.


Se agora nos perguntarmos qual é a imagem do corpo de mulher que os meios de comunicação nos têm vendido, dar-nos-emos conta, com surpresa, de que não é, de forma alguma, a imagem de um corpo de mãe. Se nos limitamos ao que nos têm metido pelos olhos, mais que mães, as mulheres são outra coisa, que é melhor não dizer agora. Digamos que, socialmente, a imagem do corpo de mulher que nos é apresentada hoje é a de mulher-objeto.



Mas então, tiramos a conclusão de que nos têm enganado. Têm-nos vendido uma imagem falsa, inadequada, incompleta. Mais ainda, a idéia de mãe não entra de forma alguma nessa imagem do corpo feminino que os meios de comunicação criaram, do mesmo modo que a idéia de pai está ausente da imagem do homem. Mas vimos há pouco que, se uma pessoa se põe a considerar friamente o que é típico de um corpo de mulher, tira a conclusão de que o que tem de específico e atrativo é o que tem de possível mãe. Não é lógico que seja mais difícil viver adequadamente as relações entre homens e mulheres, se partimos desta imagem enganosa dos meios de comunicação? Naturalmente, é muito difícil entender o sentido e a grandeza do amor sexual se a nossa cabeça enfrenta este assunto a partir dessa imagem.



O surpreendente deste engano destaca-se, ainda mais, se fizermos a nós próprios a seguinte pergunta: posso incluir a minha mãe nessa imagem de mulher que me têm vendido? Serve-me essa imagem para entender o que é a minha mãe? A resposta óbvia é que não. O que se passa? É que por acaso a minha mãe não é uma mulher? Evidentemente que é. E, se compararmos, diremos que a imagem que temos de nossa mãe é bastante mais completa, como mulher, que essa imagem de mulher-objeto.


E, todavia, se pensamos qual é a imagem corporal que serve ao homem para olhar as mulheres, qual é a imagem que serve à mulher para olhar-se a si própria e para apresentar-se perante o homem, veremos que é antes essa imagem de mulher-objeto que nos venderam os meios de comunicação. Isso notar-se-á, por exemplo, na forma de vestir que impõem algumas modas, nas atitudes perante o homem, etc. Por isso, para sair deste erro de base, temos de dar-nos conta do engano e reconstruir, no nosso interior, uma imagem de mulher que seja mais completa e verdadeira, que possa se adequar melhor aos dados mais elementares do sentido comum, quando pensamos por nossa conta e não nos deixamos influenciar pela publicidade.


(Mikel Gotzon Santamaría Garai, em “Saber Amar com o Corpo”)


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